Após nova variante do coronavírus, Anvisa recomenda restrição para voos da África do Sul

Publicado em 26 de novembro de 2021 - 14:59h
Sede da Anvisa em Brasília – Foto: Ueslei Marcelino/Reuters

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendou nesta sexta-feira, 26, a restrição de voos e viajantes vindos da África do Sul, Botswana, Eswatini, Lesoto, Namíbia e Zimbábue, após a detecção de uma nova variante do coronavírus na África do Sul, informou o órgão regulador em nota. As informações são do Portal Terra.

Em nota técnica em que o Terra teve acesso, a Anvisa recomenda a suspensão de todos os voos e da entrada de estrangeiros vindos desses países e quarentena de 14 dias para brasileiros ou residentes legais no país que tiveram passagem por um desses países.

Por não haver voos diretos desses países para o Brasil, a Anvisa recomenda a restrição de entrada de viajantes dessas áreas também por qualquer outro meio de entrada.

A nota técnica da Anvisa, no entanto, é uma recomendação e o governo federal não é obrigado a segui-la.

Na manhã desta sexta, em conversa com apoiadores, o presidente Jair Bolsonaro indicou que não tem intenção de fechar aeroportos.

Europa

A nova variante do coronavírus fez com que autoridades na Alemanha e em vários países europeus anunciassem desde quinta-feira, 25, que vão impor restrições imediatas a voos provenientes do país.

Segundo o ainda ministro alemão da Saúde, Jens Spahn, o governo considera também bloquear a entrada de viajantes vindos de países vizinhos da África do Sul, num momento em que a Alemanha registra novos recordes diários de infecções e está mergulhada na quarta onda de contágio pelo novo coronavírus.

Nesta sexta-feira, a incidência de novos casos por cem mil habitantes em sete dias bateu recorde pelo décimo nono dia seguido, subindo para 438,2. Nas 24 horas anteriores, a Alemanha registrou 76.414 novas infecções, outro recorde desde o início da pandemia.

Para Spahn, “a última coisa de que precisamos é trazer uma nova variante que vai causar ainda mais problemas”, num momento em que o país começa a transportar pacientes de UTIs de regiões sobrecarregadas para áreas onde ainda há capacidade de acolher pessoas necessitadas de cuidados intensivos.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, disse em um comunicado que “propõe, em estreita coordenação com os estados-membros, acionar o freio de emergência para interromper as viagens aéreas da região sul da África” durante uma reunião prevista para esta sexta-feira. A Alemanha e países como França e Itália não esperaram o aval de Bruxelas.

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