Governador nomeia Wlademir Costa para o cargo de Secretário da SSP-TO

Publicado em 26 de outubro de 2021 - 14:37h

Da Redação do CP Notícias

O governador em exercício do Estado do Tocantins, Wanderlei Barbosa (sem partido), nomeou nessa segunda-feira, 25, Wlademir Costa Mota Oliveira, para o cargo de secretário de Segurança Pública do Tocantins. Ele irá substituir Cristiano Sampaio, um dos alvos de uma operação da Polícia Federal realizada na semana passada que resultou no afastamento do governador Mauro Carlesse (PSL) e toda a cúpula da Segurança Pública.

Após o afastamento de Carlesse, também ocorrida no dia 20, por determinação do ministro Mauro Campbell, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o vice-governador Wanderley Barbosa (sem partido) assumiu interinamente o governo do Tocantins.

Entenda

Cerca de 280 policiais federais cumpriram 57 mandados de busca e apreensão e outras 50 medidas cautelares, como a suspensão do exercício das funções públicas (afastamento do Governador Mauro Carlesse e do secretário de Estado da Segurança Pública), expedidos pelo Superior Tribunal de Justiça, nas cidades de Palmas, Gurupi, Porto Nacional (TO), Minaçu, Goiânia (GO), Brasília (DF) e São Paulo (SP).

As investigações, iniciadas há quase dois anos, demonstram um complexo
aparelhamento da estrutura estatal voltado a permitir a continuidade de diversos esquemas criminosos comandados pelos principais investigados, que teriam movimentado dezenas de milhões de reais por meio dos crimes praticados. Até o momento, foi determinado o bloqueio judicial de R$ 40 milhões.

A operação Éris visa desarticular o braço da organização criminosa instalado na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Tocantins suspeito de obstruir as investigações, utilizando-se de instrumentalização normativa, aparelhamento pessoal e poder normativo e disciplinar contra os policiais envolvidos no combate à corrupção.

O grupo ainda é suspeito de vazar informações de investigações em andamento aos investigados. Já a operação Hygea tem o objetivo de desmantelar o esquema de pagamentos de vantagens indevidas relacionadas ao Plansaúde e a estrutura montada para a lavagem de dinheiro, assim como demonstrar a integralização dos recursos
públicos desviados ao patrimônio dos investigados.

Segundo as investigações, o governo estadual removeu indevidamente
delegados responsáveis por inquéritos de combate à corrupção conforme as
apurações avançavam e mencionavam expressamente membros da cúpula do Estado. Há ainda fortes evidências da produção coordenada de documentos falsos para manutenção dos interesses da organização criminosa. (Secom do Tocantins).

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