Suplente José Augusto pede cassação do diploma de Cláudia Lélis para assumir vaga na AL

Publicado em 13 de abril de 2019 - 08:59h

Por Dermival Pereira

Ex-deputado e 1º suplente, José Augusto Pugliesi (PDT)


O 1º suplente de deputado estadual, José Augusto Pugliesi  Tavares (PDT), moveu no Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), um Recurso Contra Expedição de Diploma (RCED) em desfavor da deputada estadual, Cláudia Lélis  (PV). No pedido feito à Justiça, Pugliesi requer que seja concedida a Tutela de Urgência, em caráter Liminar, para determinar a cassação do diploma de Cláudia, no cargo eletivo de deputada.

Pugliesi sustenta, na ação, que em virtude do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ter julgado improcedente o Recurso Ordinário Nº 86.2014.6.27.0000, que visava reverter à cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB), e de Cláudia Lélis, então vice-governadora, “o único e inescapável entendimento que se extrai é que o efeito de inelegibilidade operou a ambos os cassados”.

Com isso, requer Pugliesi na ação, “que seja concedida a tutela em caráter liminar, para determinar a cassação do diploma da senhora Cláudia Lélis no cargo eletivo de deputada, com a respectiva diplomação e nomeação do imediato suplente; seja a recorrida intimada a fim de apresentar as contrarrazões, se assim desejar; e seja o presente recurso conhecido e provido para tornar definitiva a tutela e cassar o diploma de deputada”, argumenta o suplente na ação.

O processo foi protocolado na Corte Regional ainda no ano passado, sendo distribuído no dia 20 de dezembro, mas em virtude do recesso forense, somente no dia 31 de janeiro deste ano, ele chegou ao gabinete da relatora, desembargadora Ângela Prudente, que após abrir prazo para a deputada se manifestar nos autos, determinou que o processo fosse remetido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), onde deverá ser julgado.

Defesa contesta

Em contato com o Portal CP Notícias na manhã deste sábado, 13, o advogado de defesa da deputada, Solano Donato, contestou as alegações de Pugliesi. Conforme Donato, “o José Augusto alega que ela está inelegível porque foi cassada pelo Tribunal Superior Eleitoral junto com Marcelo Miranda, essa briga natural de quem perde eleição e não quer admitir, não tem o menor sentido”, afirma o advogado.

Donato explica que há dois pontos a serem observados. “Primeiro, a suposta inelegibilidade da Cláudia Lélis, caso houvesse, seria de ordem infraconstitucional, decorrente da lei das inelegibilidades, e neste caso, ela deveria ter sido impugnada no momento do registro de candidatura, o que não aconteceu, então quando não se impugna o registro de candidatura, não é cabível o Recurso Contra Expedição de Diploma, pois ele só é cabível, em caso de inelegibilidade superveniente ou constitucional”, garante Donato.

Deputada estadual Cláudia Lélis (PV)

A outra situação que afasta a possibilidade de admissão do recurso, segundo a defesa,  é que Cláudia não teve participação nos ilícitos apontados pela justiça que resultaram na cassação. “Isso já foi averiguado pela Justiça Eleitoral, inclusive com Parecer do Ministério Público de Brasília, concordando que ela em momento algum, participou de qualquer ilícito. Há também o entendimento unânime do TSE, no sentido de que o vice que compõe a chapa que é cassada, mas que não tem participação, não sofre qualquer conseqüência em decorrência dessa cassação, ou seja, a Cláudia não é inelegível, isso é evidente, tendo em vista que ela pediu o registro de candidatura e o Ministério Público Eleitoral foi favorável”, afirma, ressaltando que, “outro detalhe é que o Pugliesi pediu o afastamento liminar dela e o TSE negou, considerando a fragilidade dos argumentos”.  

Entenda

O ex-governador Marcelo Miranda e sua então vice, Cláudia Lélis, tiveram seus mandatos cassados no início de abril do ano 2018, pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), por uso de caixa dois e abuso de poder econômico, nas eleições de 2014. O processo de cassação se deu em virtude de um avião ter sido apreendido com R$ 500 mil, que segundo as denúncias, seriam usados como caixa dois na campanha eleitoral. Cláudia, no entanto, não era vice de Miranda à época, ela só foi agregada à chapa após o início das investigações, o que a levou a não ter sua candidatura questionada no TRE do Tocantins, quando disputou o cargo de deputada nas eleições do ano passado.   

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