{"id":29256,"date":"2020-04-17T14:45:07","date_gmt":"2020-04-17T17:45:07","guid":{"rendered":"https:\/\/cleitonpinheiro.com.br\/portal\/?p=29256"},"modified":"2023-05-04T22:35:45","modified_gmt":"2023-05-05T01:35:45","slug":"opiniao-qual-o-valor-da-vida-sucinta-reflexao-sobre-a-morte-em-contexto-de-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cleitonpinheiro.com.br\/site\/opiniao-qual-o-valor-da-vida-sucinta-reflexao-sobre-a-morte-em-contexto-de-pandemia\/","title":{"rendered":"Opini\u00e3o: Qual o valor da vida? Sucinta reflex\u00e3o sobre a morte em contexto de pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><em><strong>Por N\u00fabia Silva dos Santos<\/strong><\/em>  <\/p>\n\n\n<div class=\"wp-block-image\"><figure class=\"alignleft is-resized\"><img fetchpriority=\"high\" decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cleitonpinheiro.com.br\/portal\/wp-content\/uploads\/2020\/04\/Nubiaeditadaao.jpg\" alt=\"\" class=\"wp-image-29257\" width=\"440\" height=\"264\"\/><figcaption>N\u00fabia Silva dos Santos \u00e9 docente do Curso de Direito da Universidade Federal do Tocantins <\/figcaption><\/figure><\/div>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A morte \u00e9 nossa \u00fanica&nbsp;\ncerteza. Em nossa cultura,&nbsp;\nn\u00e3o&nbsp; lidamos bem com a morte &#8211; n\u00e3o\nestamos preparados para ela. Alguns, por sofrimento&nbsp; e adoecimento, desistem da vida, e &#8220;optam&#8221;\npela morte volunt\u00e1ria.&nbsp; Mas, de maneira\ngeral, o ser humano tudo daria para continuar vivo, se lhe fosse poss\u00edvel&nbsp; tal barganha. Na literatura e no cinema,\ntemos os pact\u00e1rios, que buscam a vida eterna. Enfim, n\u00e3o&nbsp; desconhecemos a morte di\u00e1ria,&nbsp; n\u00e3o &nbsp;estamos subestimando a morte, nem sendo\nhip\u00f3critas. Muito menos, achando que s\u00f3&nbsp;\na Covid-19 mata. <\/p>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Da covid-19 temos medo, pelo desconhecido em rela\u00e7\u00e3o&nbsp; a ela e porque&nbsp; ela, &#8220;democraticamente&#8221;, pode\nceifar nossa vida (a de qualquer um de n\u00f3s,&nbsp;\nsem distin\u00e7\u00e3o alguma), o medo maior \u00e9&nbsp;\nde morrer mesmo e tamb\u00e9m&nbsp; o de\nperder para a morte entes que amamos. S\u00edsifo enganou aos deuses e conseguiu se\nlivrar da morte. Mas isso \u00e9&nbsp; coisa da\nmitologia.&nbsp; N\u00f3s precisamos sim analisar\nnossas a\u00e7\u00f5es e nosso ponto de vista sobre a vida e sobre como a vida \u00e9&nbsp; tratada e ceifada. <\/p>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A imin\u00eancia&nbsp; da morte\npossibilita isso ao ser humano. A covid-19 pode e deve nos possibilitar essa\nreflex\u00e3o. Nem todos, infelizmente, podem ficar em casa e isso, pela luta pela\nvida, seja pela sua pr\u00f3pria,&nbsp; para buscar\na subsist\u00eancia,&nbsp; pela vida dos seus entes\nqueridos,&nbsp; ou pela vida dos demais, no\ncaso daqueles que atuam&nbsp; nos\nservi\u00e7os&nbsp; essenciais, como\nprofissionais&nbsp; da sa\u00fade,&nbsp; da seguran\u00e7a&nbsp;\np\u00fablica&nbsp; e outros&nbsp; que garantem&nbsp;\no essencial para a vida.&nbsp; <\/p>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Mas, diante da morte iminente,&nbsp; podemos e devemos nos questionar sobre o que\n\u00e9&nbsp; essencial para a vida, bem como quais\nvidas importam? Quanto vale uma vida? Que valor tem a vida para&nbsp; mim? O que fa\u00e7o&nbsp; para que minha vida tenha qualidade&nbsp; e se prolongue? O que fa\u00e7o&nbsp; para que a vida dos meus semelhantes seja\nmelhor e igualmente mais longa, prolongada? Perguntas dif\u00edceis&nbsp; de responder, porque &#8220;viver \u00e9&nbsp; perigoso&#8221;, porque n\u00e3o&nbsp; paramos para pensar na vida que queremos e\nnem na vida que levamos, tamb\u00e9m,&nbsp;\nporque&nbsp; de modo geral, o ser\nhumano pouco tem feito por seus semelhantes,&nbsp;\nnem todos, felizmente &#8211; h\u00e1&nbsp;\nexce\u00e7\u00f5es.<\/p>\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Enfim,&nbsp; o momento\nexige de n\u00f3s&nbsp; coragem, porque&nbsp; &#8220;a vida&nbsp;\nexige de n\u00f3s&nbsp; coragem &#8220;.\nEstamos com medo de morrer? Estamos.&nbsp;\nVamos morrer? Sim, todos n\u00f3s,&nbsp; um dia\nmorreremos.&nbsp; Queremos morrer j\u00e1?\nN\u00c3O.&nbsp; Se pudermos fazer algo para\nprolongar a vida, n\u00f3s&nbsp; o faremos? SIM.\nEnt\u00e3o,&nbsp; que cada um de n\u00f3s,&nbsp; os que puderem e quiserem, fa\u00e7amos&nbsp; nossa parte. Por n\u00f3s,&nbsp; pelos que amamos, e por nossos semelhantes,&nbsp; a quem devemos amar como a n\u00f3s&nbsp; mesmos. N\u00f3s&nbsp;\nfazemos isso? Na maioria das vezes, n\u00e3o.&nbsp;\nFalta amor no mundo. Espero que todos saiamos melhores dessa crise, que\namemos mais. Que tenhamos mais f\u00e9,&nbsp; mais\ncompaix\u00e3o,&nbsp; mais empatia, mais\nsolidariedade e mais vida, porque a vida de todos importa e ningu\u00e9m,&nbsp; nem mesmo&nbsp;\no suicida, quer morrer.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por N\u00fabia Silva dos Santos A morte \u00e9 nossa \u00fanica&nbsp; certeza. Em nossa cultura,&nbsp; n\u00e3o&nbsp; lidamos bem com a morte &#8211; n\u00e3o estamos preparados para ela. 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