{"id":85619,"date":"2025-05-23T13:29:05","date_gmt":"2025-05-23T16:29:05","guid":{"rendered":"https:\/\/cleitonpinheiro.com.br\/site\/?p=85619"},"modified":"2025-05-23T13:29:10","modified_gmt":"2025-05-23T16:29:10","slug":"brasil-tem-144-milhoes-de-pessoas-com-deficiencia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/cleitonpinheiro.com.br\/site\/brasil-tem-144-milhoes-de-pessoas-com-deficiencia\/","title":{"rendered":"Brasil tem 14,4 milh\u00f5es de pessoas com defici\u00eancia"},"content":{"rendered":"\n<figure class=\"wp-block-image size-large\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/cleitonpinheiro.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2025\/05\/parada_pcd_11-1024x613.webp\" alt=\"\" class=\"wp-image-85620\"\/><figcaption class=\"wp-element-caption\">\u00a9 Paulo Pinto\/Ag\u00eancia Brasil\n<\/figcaption><\/figure>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Dados do Censo 2022 mostram que&nbsp;<strong>o Brasil tinha 14,4 milh\u00f5es de pessoas com defici\u00eancia, ou seja, 7,3% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds com 2 anos ou mais de idade<\/strong>, no ano da pesquisa. O levantamento foi publicado nesta sexta-feira (23), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.png?id=1643727&amp;o=node\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/ebc.gif?id=1643727&amp;o=node\"><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O dado inclui pessoas, com 2 anos ou mais, que t\u00eam impossibilidade ou grande dificuldade para enxergar, ouvir, andar e pegar objetos pequenos. Tamb\u00e9m entram na estat\u00edstica&nbsp;aqueles nessa faixa et\u00e1ria que, por alguma limita\u00e7\u00e3o nas fun\u00e7\u00f5es mentais, n\u00e3o conseguem ou t\u00eam muita dificuldade para se comunicar, realizar cuidados pessoais, trabalhar e estudar, entre outras atividades.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cQuando o informante responde que ele n\u00e3o consegue de modo algum ou tem muita dificuldade, s\u00e3o essas duas categorias que a gente define como pessoas com defici\u00eancia. Quando a pessoa tem alguma dificuldade, quando tem uma limita\u00e7\u00e3o m\u00ednima, ela n\u00e3o entra na classifica\u00e7\u00e3o de pessoa com defici\u00eancia\u201d, explica a pesquisadora do IBGE Luciana Alves.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">A pesquisa \u00e9 feita com base na declara\u00e7\u00e3o das pessoas entrevistadas. O IBGE destaca que os dados de 2022 n\u00e3o podem ser comparados com os do Censo de 2010, uma vez que as perguntas feitas na entrevista foram modificadas. Houve ainda o acr\u00e9scimo da defici\u00eancia de fun\u00e7\u00f5es motoras dos membros superiores.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><a href=\"https:\/\/www.whatsapp.com\/channel\/0029VaoRTgrInlqYLSk59B2M\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">&gt;&gt; Siga o canal da&nbsp;<strong>Ag\u00eancia Brasil&nbsp;<\/strong>no WhatsApp<\/a><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Segundo o IBGE, em 2022,&nbsp;<strong>8,3 milh\u00f5es das pessoas com defici\u00eancia eram mulheres (8,1% da popula\u00e7\u00e3o feminina total) e 6,1 milh\u00f5es eram homens (6,4% da popula\u00e7\u00e3o masculina)<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/3lOh6Rx1iCew-Aa9DcWexpnZXAw=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/mca_abr_ddmmaa_data_23364_0.jpg?itok=BQq--9FO\" alt=\"A 1\u00aa Caminhada Nacional da Luta dos Direitos das Pessoas com Defici\u00eancia no Parque da Cidade, em Bras\u00edlia\" title=\"Marcello Casal JrAg\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Dados do Censo 2022 indicam que 7,9 milh\u00f5es de pessoas tinham dificuldades de enxergar&nbsp;&#8211;<strong>&nbsp;Foto:&nbsp;Marcello Casal Jr\/Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Os dados revelam que 7,9 milh\u00f5es de pessoas tinham dificuldades de enxergar; 5,2 milh\u00f5es, para andar ou subir degraus; 2,7 milh\u00f5es, para manusear objetos; e 2,6 milh\u00f5es, para ouvir. Al\u00e9m disso, 1,4 milh\u00e3o de entrevistados possu\u00edam limita\u00e7\u00e3o mental que gerava&nbsp;dificuldades para a pessoa. O IBGE constatou ainda que 2% da popula\u00e7\u00e3o tinha duas ou mais defici\u00eancias.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>De modo geral, o percentual de pessoas com defici\u00eancia aumenta com a idade&nbsp;<\/strong>(com exce\u00e7\u00e3o para a faixa dos 25 a 29 anos, que tem taxa um pouco menor que a dos 20 a 24 anos).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Para crian\u00e7as de 2 a 14 anos, a propor\u00e7\u00e3o varia de 1,4% a 2,8%, por exemplo. A taxa supera os 5% a partir dos 40 anos; os 10%, a partir dos 55 anos; os 30% a partir dos 80 anos; e os 50% a partir dos 90 anos.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A maior preval\u00eancia de pessoas com defici\u00eancia est\u00e1 entre os pretos (8,6%). Os ind\u00edgenas t\u00eam propor\u00e7\u00e3o de 7,9%, os pardos, de 7,2%, os brancos, de 7,1%, e os amarelos, de 6,6%.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Autismo<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Censo 2022 tamb\u00e9m mostrou que&nbsp;<strong>2,4 milh\u00f5es de pessoas declararam ter recebido diagn\u00f3stico de transtorno do espectro autista (TEA) por algum profissional de sa\u00fade.&nbsp;<\/strong>O n\u00famero corresponde a 1,2% da popula\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>A preval\u00eancia do autismo \u00e9 maior entre os homens (1,5% da popula\u00e7\u00e3o). Entre as mulheres, o percentual \u00e9 de 0,9%.&nbsp;<\/strong>Os homens com TEA somam 1,4 milh\u00e3o, e as mulheres, 1 milh\u00e3o.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na compara\u00e7\u00e3o por idade, a popula\u00e7\u00e3o entre 5 e 9 anos possui a maior propor\u00e7\u00e3o de diagn\u00f3sticos de TEA (2,6%), seguida por crian\u00e7as de at\u00e9 4 anos (2,1%), de 10 a 14 anos (1,9%) e de 15 a 19 anos (1,3%). Nas demais faixas et\u00e1rias, a propor\u00e7\u00e3o varia de 0,8% a 1%, portanto abaixo da m\u00e9dia.<\/p>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow\">\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u201cO acesso ao diagn\u00f3stico e a forma de se conseguir esse diagn\u00f3stico se tornaram mais amplos recentemente. Ent\u00e3o as crian\u00e7as e jovens acabam tendo maior incid\u00eancia\u201d, explica Luciana.<\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Na an\u00e1lise por cor e ra\u00e7a, a popula\u00e7\u00e3o branca tem uma preval\u00eancia maior de pessoas diagnosticadas com TEA (1,3%), seguida pela amarela (1,2%), preta e parda (1,1%) e ind\u00edgena (1,9%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O IBGE destaca que nem todas pessoas com autismo s\u00e3o consideradas com defici\u00eancia, para o Censo, apenas aquelas que t\u00eam impossibilidade ou grande dificuldade para enxergar, ouvir, andar, manusear objetos e aquelas com grandes limita\u00e7\u00f5es mentais. N\u00e3o h\u00e1, no entanto, dados que mostrem no n\u00famero de pessoas com TEA que tamb\u00e9m t\u00eam defici\u00eancia.\u2002\u2002<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">\u2002<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-table\"><table class=\"has-fixed-layout\"><tbody><tr><td>&nbsp;<\/td><td><strong>Mulheres<\/strong><\/td><td><strong>Homens<\/strong><\/td><td><strong>Total no pa\u00eds<\/strong><\/td><\/tr><tr><td><strong>Pessoas com defici\u00eancia<\/strong><\/td><td>8,3 milh\u00f5es<\/td><td>6,1 milh\u00f5es<\/td><td>14,4 milh\u00f5es<\/td><\/tr><tr><td><strong>Pessoas com autismo<\/strong><\/td><td>1 milh\u00e3o<\/td><td>1,4 milh\u00e3o<\/td><td>2,4 milh\u00f5es<\/td><\/tr><\/tbody><\/table><\/figure>\n\n\n\n<h2 class=\"wp-block-heading\">Regi\u00f5es<\/h2>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O IBGE avaliou a distribui\u00e7\u00e3o regional das preval\u00eancias de TEA e defici\u00eancia. No caso do autismo, n\u00e3o h\u00e1 grandes diferen\u00e7as entre as unidades da federa\u00e7\u00e3o. Com exce\u00e7\u00e3o de Acre (1,6%), Amap\u00e1 (1,5%), Cear\u00e1 (1,4%), Rond\u00f4nia, Esp\u00edrito Santo e Rio de Janeiro (os tr\u00eas com 1,3%), todos os outros estados ficaram entre a m\u00e9dia nacional (1,2%) e 1%.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image aligncenter\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/imagens.ebc.com.br\/McTQLhb89q2U4cl8igtEr8TWtTA=\/463x0\/smart\/https:\/\/agenciabrasil.ebc.com.br\/sites\/default\/files\/thumbnails\/image\/jfcrz_abr_27081921471.jpg?itok=I3MRhBST\" alt=\" F\u00f3rum Permanente de Pol\u00edticas P\u00fablicas para Pessoas com Defici\u00eancia Visual\" title=\"Jos\u00e9 Cruz\/Ag\u00eancia Brasil\"\/><\/figure>\n\n\n\n<h6 class=\"wp-block-heading\">Segundo o IBGE,&nbsp;8,3 milh\u00f5es das pessoas com defici\u00eancia eram mulheres&nbsp;&#8211;&nbsp;<strong>Jos\u00e9 Cruz\/Arquivo\/Ag\u00eancia Brasil<\/strong><\/h6>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>J\u00e1 em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s defici\u00eancias motoras, sensoriais ou mentais, o Nordeste destaca-se com o maior percentual da popula\u00e7\u00e3o nessas situa\u00e7\u00f5es (8,6%).&nbsp;<\/strong>\u00c9 a \u00fanica regi\u00e3o com preval\u00eancia acima da m\u00e9dia nacional. \u201cPelo Censo, a gente n\u00e3o consegue ter uma resposta para isso. Mas h\u00e1 estudos que associam a quest\u00e3o da baixa qualidade de vida e de acesso \u00e0 sa\u00fade e ao saneamento \u00e0 defici\u00eancia\u201d, explica a pesquisadora.<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">O Nordeste lidera nos cinco tipos de defici\u00eancia: dificuldade para enxergar (4,8%), para ouvir (1,4%), para andar (3%), para manusear objetos (1,6%) e de fun\u00e7\u00f5es mentais (1,6%). Tamb\u00e9m \u00e9 a regi\u00e3o com maior percentual de pessoas com duas ou mais defici\u00eancias (2,4%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais regi\u00f5es, o Norte aparece em segundo lugar (7,1%), seguido por Sudeste (6,8%), Sul (6,6%) e Centro-Oeste (6,5%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>Em 2022, em 16% dos domic\u00edlios brasileiros, havia pelo menos uma pessoa com defici\u00eancia. Entre as resid\u00eancias sem banheiro ou esgotamento sanit\u00e1rio, o percentual sobe para 19,3%.<\/strong>&nbsp;O percentual de moradores com defici\u00eancia \u00e9 mais alto que a m\u00e9dia tamb\u00e9m naqueles sem liga\u00e7\u00e3o com rede geral de \u00e1gua (18%).<\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\"><strong>J\u00e1 os domic\u00edlios com pelo menos uma pessoa diagnosticada com TEA representam 2,9% do total do pa\u00eds.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p class=\"wp-block-paragraph\">Texto: Vitor Abdala &#8211; Rep\u00f3rter da Ag\u00eancia Brasil<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Dados do Censo 2022 mostram que&nbsp;o Brasil tinha 14,4 milh\u00f5es de pessoas com defici\u00eancia, ou seja, 7,3% da popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds com 2 anos ou mais de idade, no ano da pesquisa. O levantamento foi publicado nesta sexta-feira (23), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE). 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