
Por Dermival Pereira
O presidente da Câmara de vereadores de Novo Acordo,
vereador Jordel Macedo (DC) apresentou durante a sessão realizada na manhã
desta quinta-feira, 21, um ofício de autoria do Executivo do município solicitando
a cassação do vice-prefeito da cidade, Leto Moura Leitão Filho (o Letim
Leitão), do PRB, por se ausentar do município em um período superior a 15 dias,
o que é vetado pela Lei Orgânica do município.
Letim está preso na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP), desde o dia 10
janeiro sob a acusação de ser o mandante da tentativa de homicídio contra o
prefeito da cidade, Elson Lino de Aguiar (o Dotozinho), do MDB.
No ofício assinado pelo prefeito, em que o Portal CP teve acesso, o prefeito cita o Inquérito Policial que investiga o crime (ainda sem conclusão) e o Art. 34, XII, da Lei Orgânica em que o caso se enquadra, além de solicitar que o Legislativo declare a perda do mandato de Leitão.
Nessa quarta-feira, em entrevista ao CP, o presidente da Câmara, Jordel Macedo disse que a medida já estava sendo discutida pelo Jurídico da Casa de Leis. “A Lei Orgânica do Município prevê que o prefeito e o vice não podem se ausentar da cidade por mais de 15 dias, então o procedimento será instaurado em virtude do que diz a lei, não é perseguição”, explica o vereador.
De acordo com informações de outro parlamentar da cidade, uma cópia do inquérito deve ser anexado ao processo ainda nesta quinta-feira.
Entenda o caso
O prefeito foi atingido em sua residência, por três tiros disparados por um motoqueiro, um dia antes da prisão de Letim, sendo que um dos disparos atingiu o rosto do gestor que perdeu a visão de um dos olhos. Além do vice, também estão presos acusados de participação no crime, o empresário Paulo Henrique Sousa, que seria o mediador e Gustavo Araújo da Silva, acusado de ser o autor dos tiros.
A Polícia Civil por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Núcleo de Porto Nacional, responsável pelas investigações do caso cumpriu nos últimos dias, mandados de busca e apreensão de documentos naquele município e também na Capital. Até o momento, mais de 18 pessoas já foram ouvidas pelo Polícia Civil, incluindo o próprio prefeito. O Inquérito ainda não foi concluído.
Um dos motivos, segundo a polícia, que teria levado Leitão a encomendar o assassinato do gestor, seria a não divisão de uma propina de desvio de verba no valor de R$ 800 mil por parte do prefeito. A polícia não especificou, até o momento, de qual convênio e nem fonte de receita do município teria ocorrido os desvios dos recursos que deram origem a suposta propina. Já a defesa do prefeito nega que haja qualquer esquema de desvio de verbas no município por parte da atual gestão.



