
A recusa de operadoras de planos de saúde para cobrir tratamentos médico-hospitalares ou em UTIs (unidades de terapia intensiva) vem levando mais pessoas à justiça nos últimos dois anos. É o que aponta um levantamento obtido com exclusividade pelo R7 Economize junto ao TJ-SP (Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo) e publicado.
A pesquisa aponta um aumento de 1.079% no volume de ações questionando a falta de cobertura dos planos de saúde entre dezembro de 2018 e dezembro de 2020. Os processos saltaram de 540 para 6.369.
Se compararmos junho de 2020 e junho de 2021, período da pandemia da covid-19, a alta dos processos questionando o reajuste dos convênios médicos foi de 53,77%, passando de 4.142 para 6.369.
O advogado Alexandre Berthe, especialista em direito do consumidor e planos de saúde, avalia como positivo o aumento e que esse movimento prova que o consumidor está mais informado e indo atrás dos seus direitos.
Berthe também frisa que o tema saúde vem sendo tratado com toda a cautela e destaque pelo judiciário justamente pela sensibilidade que exige.
Ele ainda destaca que as ações envolvendo a cobertura na UTI ou limite de utilização da terapia intensiva vêm caindo de forma considerável nos últimos anos. O motivo é que as operadoras perceberam que o entendimento da justiça vem sendo favorável ao usuário.



