Cidades

Advogado liga no 190 da Polícia Militar para denunciar assaltos, tem ligações interrompidas e aciona MPTO contra corporação

Por Dermival Pereira

O advogado Clayrton Cleiber da Silva Carneiro Xavier procurou o Ministério Público Estadual (MPTO), nessa quarta-feira, 4, para reclamar de um atendimento que ele classificou como “péssimo”, dispensado a ele pela Polícia Militar (PM-TO), ao solicitar uma viatura para averiguar uma suposta ocorrência de roubo na região onde mora, na zona sul de Palmas.

Xavier relata, na reclamação feita ao MPTO, que na data de ontem (4/05), por volta das 19h40, entrei em contato via 190 da Policia Militar para informar e solicitar viaturas no Setor Bela Vista, pois tinha conhecimento, por terceiros, de ondas de assaltos no bairro, praticados por dois motociclistas, cada um em uma moto. Ante isso, afirma o advogado, no momento do contato no número 190, lhe foi exigido as características dos supostos autores, como ele não tinha, informou não ser possível, mas pediu que apenas, mandasse uma viatura pelo bairro para averiguação.

“Para minha surpresa, a telefonista da PM (190) desligou, liguei novamente falei com um telefonista masculino, que também, após as reclamações desligou, sem qualquer justificativa. Não, obstante, meu filho, ligou no mesmo momento no 190 e teve o mesmo atendimento, péssimo, desligando na cara sem qualquer justificativa”, relatou o reclamante.

 Irritado com o tratamento que ele afirma ter recebido da PM, o advogado chama, no relato feito ao MPTO em que a reportagem teve acesso, o atendimento de medíocre. “Uma aberração o cidadão que paga seus impostos e tem um atendimento medíocre desses. informo ainda que, após várias tentativas de falar no 190 da PM, e sobretudo, tendo que desistir das ligações, fomos informados de mais um assalto a mão armada pelos supostos meliantes, de um roubo de um celular. infelizmente pagamos impostos, para ficar a mercê de bandidos, pois não tem viaturas, nem tampouco, polícia nas ruas, ou melhor, só tem para multar”, desabafa.

O outro lado

A reportagem entrou em contato com a Secom do Governo do Estado, ainda nessa quinta-feira, 5, e solicitou uma resposta da Corporação sobre o assunto. Também enviamos cópia da reclamação do advogado para que a assessoria tivesse ciência do fato, mas até o momento, não obtivemos respostas. O espaço segue aberto, caso a Polícia Militar queira se manifestar.

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