Por Dermival Pereira

Os deputados estaduais aprovaram na manhã desta quinta-feira, 22, durante a sessão plenária, a convocação do secretário de Estado da Administração do Tocantins, Edson Cabral e do diretor do PlanSaúde, Ineijaim Jose Brito Siqueira. O Requerimento é de autoria do deputado Valdemar Júnior (MDB), e contou com a subscrição de mais quinze parlamentares.
Na mesma sessão, outro Requerimento do deputado Júnior Geo (PROS), solicitando a convocação do secretário Extraordinário de Parceria Público Privada, Claudinei Aparecido Quaresmin, pelo mesmo motivo, foi rejeitado pela maioria dos membros da Casa. Geo também busca colher assinaturas dos colegas para a instauração de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), para apurar possíveis irregularidades no FunSaúde e PlanSaúde do Tocantins.
Ambos devem comparecer, na Comissão de Defesa do Consumidor, da Casa de Leis, na próxima terça-feira, 27, às 9 horas, para darem explicações sobre o contrato do PlanSaúde, pivô de um escândalo essa semana em virtude de um áudio vazado nas redes sociais, que fala sobre um suposto esquema de propina envolvendo pessoas próximas ao governador Mauro Carlesse (DEM), além de empresas, um deputado de nome não revelado e um ex- secretário de Estado.
O requerimento, conforme o autor, visa obter esclarecimentos dos convocados sobre o Plano de Assistência à Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (PlanSaúde). Valdemar Júnior explicou a importância da matéria, destacando que a vinda dos representantes das pastas, responsáveis pela gestão do plano dos servidores, foi solicitada, após um polêmico áudio compartilhado no WatsApp, que traz declarações de irregularidades no plano, a qual gerou preocupações aos tocantinenses.
“Foi compartilhado um áudio em grupos do WatsApp, no final de semana, onde um médico de um hospital particular de Palmas, faz várias declarações a um dono de um site, sobre um suposto esquema de corrupção no PlanSaúde. Esse áudio provocou um alvoroço no seio da sociedade tocantinense. É preciso trazer a luz dos fatos, e esclarecer as informações que permeiam pela sociedade, que de certa forma, trouxe grandes preocupações pela dimensão que o caso tomou”, explicou.
“O PlanSaúde é responsável pelo atendimento médico, hospitalar, laboratorial e odontológico de 91.039 usuários, então é nosso papel enquanto parlamentar fiscalizar e estar a par das informações, para tratarmos deste assunto aqui na Casa de Leis, que atingi principalmente o servidor público do Tocantins e seus dependentes. Precisamos saber como anda o PlanSaúde e quais são os seus problemas enfrentados hoje, e também saber de seus gestores, porque foram interrompidos atendimentos em algumas clínicas e hospital”, justificou o parlamentar.