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Hospitais de campanha: Governo não explica de onde virá dinheiro, quem vai construir e nem quando começam

Por Dermival Pereira

Após o governador Mauro Carlesse (DEM), anunciar no início da semana passada, que irá instalar três hospitais de campanha para atender pacientes com o novo coronavírus no Tocantins, a reportagem solicitou a Secretária de Estado da Comunicação (Secom), via e mail, que a gestão repassasse informações sobre as obras a serem instaladas nas cidades de Palmas, Araguaína e Gurupi.

O Tocantins, segundo levantou a reportagem, tem 18 hospitais estaduais e apenas dois pacientes internados por covid-19, sendo ambos no Hospital Geral de Palmas (HGP) onde há 450 leitos, sendo 16 deles, de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs).

Após o anúncio, a gestão vem sofrendo críticas de políticos, profissionais da saúde e da sociedade em geral por não optar em investir nas unidades já existentes ao invés de construir novos hospitais que obrigatoriamente terão que ser desmontados após o período de pandemia.

A solicitação sobre as obras foi encaminhada à Secom na quinta-feira, 23, e requereu da gestão detalhes de onde virá o dinheiro para a instalação dos hospitais, quais empresas serão contratadas para tal finalidade e quando começará a construção dos hospitais no Tocantins, mas até o fechamento desta reportagem, o site não obteve nenhuma resposta.

Defensoria requer explicações

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), por intermédio do Núcleo Especializado de Defesa da Saúde (Nusa), também requereu que o governo do Estado apresente, com urgência, o atual plano de contingência da Secretaria Estadual de Saúde (Sesau) com as informações sobre o planejamento para atendimentos e leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) diante do novo coronavírus.

Com a Manifestação em Ação Civil Pública (ACP), a Defensoria tem dois objetivos principais: verificar a real necessidade de se instalar hospitais de campanha no Estado, ao invés de se utilizar ou ampliar estruturas já existentes; e acompanhar o planejamento completo de enfrentamento à covid-19 no território tocantinense, postulando mais transparência e informação acerca da estrutura real que se tem atualmente.

Estrutura já existente

Atualmente, segundo dados da própria Secom, o HGP possui 450 leitos no total, estando somente 56% ocupados. Desses leitos, 16 são de Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), estando adaptados para pacientes com quadros mais graves de Covid-19, todos com respirador, fora 20 leitos clínicos, sendo dois de isolamento na sala de estabilização (com respirador). Em Araguaína, o Hospital Regional tem 10 leitos adaptados com respirador e seis leitos clínicos.

O Estado, fora o Hospital de Campanha, se prepara para ampliar seu número de leitos nas três cidades, com previsão de 355 leitos clínicos e UTIs (adulto e pediátrico) nas três maiores cidades, sendo 70 novos leitos clínicos adultos e 10 UTIs em Araguaína; 90 leitos clínicos adultos em Gurupi e 10 UTIs; e 60 UTIs adulto e duas pediátricas no HGP, além de 10 novos leitos clínicos no Hospital Infantil. Além disso, foram acrescentados dois leitos em cada hospital de pequeno porte para estabilização e depois remoção do paciente aos Hospitais Regionais.

Veja em quais cidades existem hospitais Estaduais

Segundo dados disponíveis no site da Secretaria de Estado da Saúde (SES), o Tocantins tem 18 hospitais estaduais distribuídos em quinze cidades do Estado.

Palmas – Hospital Geral de Palmas (HGP), Hospital Infantil de Palmas (HIP) e Hospital e Maternidade Dona Regina (HMDR);

Gurupi
Hospital Regional de Gurupi (HRG);

Araguaína
– Hospital Regional de Araguaína (HRA);

Guaraí – Hospital de Referência de Guaraí (HRG);

Paraíso do Tocantins
– Hospital Regional de Paraíso (HRPA);

Arraias – Hospital Regional de Arraias (HRA);

Xambioá  
– Hospital Regional de Xambioá (HRX);

Dianópolis
– Hospital Regional de Dianópolis (HRD);

Alvorada
– Hospital de Pequeno Porte de Alvorada (HPPA);

Araguaçú
– Hospital de Referência de Araguaçú (HRA);

Arapoema
– Hospital Regional de Arapoema (HRA);

Augustinópolis
– Hospital Regional de Augustinópolis  (HRA);

Miracema
– Hospital Regional de Miracema;

Pedro Afonso
– Hospital Regional de Pedro Afonso (HRPA);

Porto Nacional
– Hospital Regional de Porto Nacional (HRPN) e o Hospital Materno Infantil Tia Dedé (HMITD).

Veja quais informações a reportagem solicitou a Secom

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