Política

Após se aliar a Bolsonaro e não conseguir transferir apoio, Wanderlei agora parabeniza Lula pelos 60 milhões de votos

O governador reeleito do Tocantins, Wanderlei Barbosa (Republicanos), veio a público, ainda na noite desse domingo (30), parabenizar o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de quem se fez oposição declarada no segundo turno das eleições. Ele declarou apoio a reeleição do presidente derrotado jair Bolsonaro (PL), que no primeiro turno apoio o candidato a governador Ronaldo Dimas (PL).

Apesar da votação esmagadora de Wanderlei sobre seu adversário no primeiro turno, o governador não conseguiu transferir seus votos ao agora aliado Jair Bolsonaro. Ele foi derrotado no Tocantins onde Lula teve 434.593 votos  (51,36%), contra 411.654 votos (48,64%) de Jair Bolsonaro. O petista manteve praticamente a mesma base do 1º turno, quando tinha alcançado 434.303 votos. Bolsonaro, por outro lado, conquistou 32,4 mil votos a mais que no dia 2 de outubro, quando teve 379.194.

Em nota divulgada a imprensa, via assessoria, Barbosa ignora as críticas feitas a Lula ao levantar as bandeiras de Bolsonaro no Estado e tece elogios ao petista. ‘Parabenizo o presidente eleito do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, pelos 60 milhões de votos que o elegeram de forma democrática e dentro das regras constitucionais para um novo mandato. Desejo sucesso pelos próximos quatro anos pelo bem do Tocantins e do Brasil’, afirmou Barbosa em trecho da nota.

Ainda segundo a nota, o governador afirma que os 58 milhões de votos recebidos por Bolsonaro são um reconhecimento do seu trabalho. ‘Parabenizo também o Presidente Jair Bolsonaro por seus 58 milhões de votos, que demonstram o reconhecimento do trabalho realizado por ele nos últimos quatro anos’, finaliza.

No primeiro turno, Wanderlei se manteve neutro, sem declarar apoio a nenhum candidato. Enquanto isso, Bolsonaro declarou apoio incondicional ao candidato Ronaldo Dimas a quem visitou e fez campanha no Estado, porém, após o segundo turno, Barbosa cedeu a pressão de aliados como a senadora eleita, Dorinha Seabra e passou a defender de forma pública a reeleição do presidente Jair Bolsonaro.

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