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Ascema relata ameaças contra servidores do IBAMA


Da Redação do CP Notícias


A Associação dos Servidores Ambientais Federais, Ascema Nacional, divulgou nota, nesta quarta-feira, 15, em que cobra melhores condições de trabalho, garantia de segurança para o exercício de suas profissões. Na nota, a Ascema também relata ameaças a servidores que atual no comando de fiscalizações contra crimes ao meio ambiente.

Veja a íntegra da Nota

Estamos vivendo uma crise sem precedentes na história da humanidade, uma pandemia         cuja origem está relacionada à forma como nos           relacionamos com o meio ambiente. No Brasil e em todo o mundo, os serviços públicos prestados pelo Estado ocupam papel         fundamental    para minimizar os danos decorrentes dessa crise.

Muitas atividades são consideradas essenciais para que              a sociedade não entre em colapso,        como saúde, segurança           pública, saneamento urbano, transporte, e também a fiscalização        ambiental. Isto decorre da necessidade de garantir a proteção ambiental, visando o bem comum. Para que o serviço essencial da fiscalização do IBAMA seja realizado, é               fundamental    que sejam asseguradas condições mínimas de trabalho.

Além da garantia de segurança para o exercício de suas              profissões, diante da complexidade      dos trabalhos que envolvem a atuação dos fiscais do IBAMA, destacamos a importância de ocupação de cargos com base em critérios técnicos, a formação e experiência        que        os servidores da carreira de Especialista em Meio Ambiente possuem.

As ameaças de exoneração do comando da fiscalização ambiental do IBAMA, Servidores da Carreira de Especialista    de Meio Ambiente, por      retaliação à operação de combate ao garimpo ilegal da Terra Indígena Apyterewa, no Estado  do Pará, traz insegurança às equipes em campo e ameaçam a permanência dos    trabalhos.

Ressaltamos que o desmonte da fiscalização ambiental impacta diretamente na contaminação dos povos indígenas e no avanço da pandemia de COVID-19. Além disso, o desmatamento e as queimadas ilegais que já apontam uma taxa sem precedentes na Amazônia, aumentarão a          incidência de problemas respiratórios, contribuindo para o colapso do Sistema Único de Saúde.

Reiteramos as propostas dos servidores da área ambiental (IBAMA, ICMBio, MMA e SFB) para a solução da crise 1, até o momento sem qualquer resposta por parte da presidência do IBAMA (processo SEI 02029.001066/2019-420):

a) Gestão: os cargos de direção devem ser pautados em critérios técnicos, considerando a experiência dos servidores da Carreira de Especialista em Meio Ambiente;

b) Pessoal: realização de concurso público para repor os servidores que     se aposentaram;

c) Orçamento: assegurar recursos orçamentários e financeiros;

d) Logística: prover meios logísticos para viabilizar o trabalho, especialmente nas regiões mais isoladas;

e) Autonomia:  assegurar a  autonomia de trabalho dos servidores, para cumprir  a legislação  ambiental; fundiária,  estimula  a  invasão                de terras    públicas  por  grileiros.

Enquanto cargos  técnicos  forem  ocupados  por indicações         políticas,  nosso  patrimônio ambiental  continuará  sendo   destruído.         

Os  servidores  exigem segurança  e estabilidade institucional para             o  cumprimento   da   missão  de  proteção  do  meio ambiente,          conforme  nos  delega  a Constituição   do  Brasil.

Diretoria Executiva – ASCEMA Nacional

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