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Associações Militares repudiam decisão de Carlesse de não pagar promoções de 2019

Da Redação do CP Notícias

A Federação das Associações de Praças do Estado do Tocantins (Faspra-TO) divulgou material a imprensa, nessa sexta-feira, 17, no qual repudia a decisão do governador Mauro Carlesse (DEM) de não pagar as progressões dos militares referentes ao ano de 2019.  Na nota divulgada pela Fraspra, as associações “manifestam total indignação à decisão do Governo estadual, noticiada 17/01/2020, de não pagar os salários em consonância com as promoções dos militares realizadas em 21/04/2019. Um desprestígio sem precedentes aos Policiais e Bombeiros Militares do Estado do Tocantins”.      

Tal decisão, diz a nota, “surpreendeu a todos, considerando que os efeitos financeiros das promoções já haviam sido adiados por 8 (oito) meses. Os profissionais confiaram no governo, e planejaram seus orçamentos familiares considerando os salários de janeiro de 2020, o que, segundo o próprio governo, não acontecerão”.

Segundo a Fraspra, “há 8 meses, grande parte dos militares receberam remuneração inferior ao condizente com o posto ou graduação que exercem”.

“Destaca-se ainda que a categoria têm constantemente suas garantias violadas pela administração estadual, mantidas a sobrecarga física e psicológica decorrentes da falta de efetivo, falta de equipamentos adequados, escalas excessivas, somadas agora às possíveis dificuldades financeiras, em razão de a gestão atual repentinamente frustrar as legítimas expectativas dos honrosos militares estaduais”.

De acordo com a instituição, “um clima de consternação paira nas unidades militares do Estado. Ora, se não foi paga sequer a correspondente promoção do ano passado, como poderemos acreditar na realização do Concurso Público este ano, ou em qualquer outra promessa do estado?”

Para a associação, “a atitude do Governador implicará queda na motivação dos operadores de segurança pública, com consequente redução da produtividade e  baixa autoestima dos profissionais,  o que certamente acarretará no aumento das demandas no serviço de assistência psicológica PM/BM”.

Diante da situação, garante a nota, “o conselho de presidentes das entidades vinculadas a  Faspra convocara  seus associados para em assembléia deliberar sobre as medidas a serem tomadas, que deverão ser enérgicas no cumprimento desse direito”.

São entidades filiadas à Faspra-to:

Associação dos Praças Militares do Estado do Tocantins (Apra-TO);

Associação dos Praças e Servidores Militares do Estado do Tocantins (Aspra Gurupi);

Associação Independente de Cabos e Soldados e demais Praças do 7º e 3º BPM (Assicasol);

Associação dos Cabos e Soldados de Colinas (ACS Colinas);

Associação dos Cabos e Soldados do 5º BPM do Estado do Tocantins (ACS Porto Nacional);

Associação dos Militares de Paraíso e Região (Asmipar);

Associação dos Militares da Região de Dianópolis (Asmird);

Associação dos Praças e Bombeiros Militares de Araguaína (APA);

Associação dos Praças do Bico (Aspra Bico);

Associação de Defesa e Apoio Jurídico aos Militares do Estado do Tocantins (Adpmeto);

Associação dos Bombeiros Militares do Estado do Tocantins (ABM-TO);

Associação das Mulheres Policiais do Tocantins (AMP-TO) (Com informações da Ascom).

Resposta de 0

  1. Ele congelou as outras classes, se pagar para uns tem que pagar para todos. Sem essa de que determinadas classes tem mais direitos que as outras.

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