Política

Carlesse sugere a Vicentinho por um fim no “ranço político”; ele responde e diz que “ranço só tenho por carne estragada”

Por Dermival Pereira

O governador Mauro Carlesse (PSL) e o deputado federal pelo Tocantins, Vicentinho Júnior (PL) voltaram a trocar farpas nessa terça-feira, 12. Desta vez, em dois eventos públicos realizados para comemorar o aniversário de 283 da cidade de Porto Nacional.  Estavam presentes, no momento do ocorrido, o Ministro do Turismo, Gilson Machado, o ex-senador Vicentinho Alves, o prefeito de Porto Nacional, Ronivon Maciel (PSDB), e além de Carlesse e Vicentinho Júnior, líderes locais e da comunidade em geral.  

Ao discursar na terra dos vicentinhos, Carlesse sugeriu ao parlamentar que deixasse de “ranço político”. “Deputado Vicentinho, vamos tirar essa rança (sic), chefe, vamos tocar pra frente, adversário político é uma coisa, adversário pessoal é outra coisa, vamos fazer o melhor para Porto Nacional, vamos fazer o melhor para o Tocantins, eu nunca falei da pessoa do senhor, eu nunca abrir a palavra (sic) e aceito as críticas. Ta ruim as estradas Carlesse, ta ruim mesmo, agora olha o que nós estamos fazendo, escolas de tempo integral, arrumando estradas e corrigindo erros do passado, trabalhando em cima de uma pandemia, nunca atrasamos um pagamento de fornecedores, todos os repasses estão em dia, é só isso”, disparou Carlesse.

Como Vicentinho já havia discursado no evento em que Carlesse o alfinetou na Praça do Centenário, a replica ficou para outro evento realizado a tarde, no Centro de Convenções. Ao discursar, Vicentinho disse a Carlesse – “governador, agora vou me dirigir ao senhor, veja o tamanho do cargo que ocupa, ranço eu tenho de carne estragada, eu tenho pelo senhor contrapontos de gestão e continuarei a ter, porque enquanto eu não ver a BR-010 virar um fato do que Bolsonaro colocou na sua mesa em dezembro de 2019 e o senhor disse que ia a Brasília cobrar o ministro Tarciso agilidade na federalização, é isso que eu lhe questiono. O Estado quebra sim, governador, quando dito pelo Tribunal de Contas do Estado, que as cestas básicas compradas para matar a fome dos tocantinenses tem um preço superfaturado” rebateu Vicentinho.

Ainda em resposta a Carlesse, Vicentinho disse que Estado quebra “quando uma cama hospitalar é comprada por R$ 24 mil no seu governo, enquanto seu valor no resto do país ela custa R$ 6 mil, quando a máscara que o senhor usa na sua face custa pouco mais de R$ 1, 00 e no seu governo é comprada por R$ 33,00, eu continuarei a questionar sua gestão e os fatos, nunca vou lhe desrespeitar, desrespeitar a sua família, não vou personalizar o nosso debate, até porque o Tocantins é muito maior do que nós dois, estamos no mandato, um dia passaremos e eu vou continuar aqui na minha Porto Nacional”, criticou o deputado, sugerindo ao governador que “antes de criticar a PEC dos Pioneiros, (de autoria de seu pai Viceninho), ouça Siqueira Campos, Eduardo Gomes e o deputado Carlos Gaguim”.

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