Da Redação do CP Notícias
A prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB) reagiu com indignação em uma rede social a orientação do Ministério da Saúde para que os estados e municípios suspenda a vacinação contra a Covid-19 em jovens com idade entre 12 e 17 anos sem comorbidades.
“Não seremos cobaias de um desgoverno. Não é justo a confusão, aflição e insegurança geradas em milhares de mães e pais de adolescentes. Em Palmas, continuaremos com a vacina da Pfizer para jovens de 12 a 17 sem comorbidades. Somos a favor da vida e da ciência”, escreveu a prefeita.
Não seremos “cobaias” de um desgoverno. Não é justo a confusão, aflição e insegurança geradas em milhares de mães e pais de adolescentes. Em Palmas, continuaremos com a vacina da #Pfizer p/ jovens de 12 a 17 sem comorbidades. Somos a favor da vida e da ciência #VacinaParaTodos
— Cinthia Ribeiro (@CinthiaCRibeiro) September 16, 2021
O ministro Marcelo Queiroga mudou a orientação depois um encontro com o presidente Jair Bolsonaro que se posicionou contra a imunização desse público. Na oportunidade, Bolsonaro questionou o ministro sobre a conveniência da vacinação em jovens com idades entre 12 a 17 anos que não apresentam comorbidades. Os dois se falaram antes do anúncio de Queiroga, ocorrido nessa quinta, 16, da orientação de que os adolescentes nessas faixas etárias não deveriam ser vacinados. Na live na noite desta quinta-feira, o presidente e o ministro trataram do assunto.
Queiroga disse que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a Pfizer e lembrou que o Ministério da Saúde, no início de agosto, editou uma nota técnica da Secretaria de Enfrentamento à Covid-19 que previa a vacina nesses adolescentes com comorbidades e, em uma situação mais adiantada, a vacina nos sem comorbidades.
Queiroga disse que, “temos informações da literatura mundial e também posições como o sistema de saúde inglês que restringiu a vacina nos adolescentes sem comorbidades. Então, o que o Ministério da Saúde fez? Na nota técnica 40 da Secovid, retirou os adolescentes sem comorbidades. O senhor (Bolsonaro) tem conversado comigo sobre esse tema e nós fizemos uma revisão detalhada no banco de dados do DATASUS”, afirmou.
Na sequência disse – Bolsonaro confirmou que tratou do assunto com o ministro e que fez ingerência, mas negou ter obrigado Queiroga a adotar qualquer medida. “A minha conversa com o Queiroga não é uma imposição. Eu levo para ele o meu sentimento, o que eu leio, o que eu vejo, o que chega ao meu conhecimento. Você pode ver como está a situação: a OMS é contra a vacinação entre 12 e 17 anos. A Anvisa, aqui no Brasil, é favorável à vacinação de todos os adolescentes com a Pfizer. É uma recomendação. Você é obrigado a cumprir a recomendação? – questionou Bolsonaro.



