Cidades

Cinthia sobre a reabertura de Igrejas: “não adianta insistir, se não for com regras claras não avançaremos ”

Por Dermival Pereira

A prefeita de Palmas, Cinthia Ribeiro (PSDB) reagiu em uma rede social, a pressão feita por pastores evangélicos e políticos, para que as igrejas voltem a reabrir com a realização de cultos presenciais.   Em post feito ainda ontem, a gestora disse que “não adianta insistir, se não for com regras claras e responsabilidade social não avançaremos”, afirmou Cinhtia sobre o retorno da atividade religiosa na Capital.

O post de Cinthia, no entanto, parece não está de acordo com as ações da própria gestão, segundo avalia a classe evangélica. Isso porque, ao propor a volta das atividades presenciais, os pastores têm prometido adotar e cumprir todas as medidas exigidas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) no que diz respeito a não aglomeração de pessoas, mas segundo eles, nenhuma resposta foi dada pela prefeitura. Os pastores alegam que as mesmas regras adotadas pelo comércio podem ser impostas às igrejas, desde que os cultos presenciais sejam autorizados.

Na última sexta-feira, 29, a prefeita anunciou o Plano Estratégico de Reabertura Econômica de forma gradual e com protocolos específicos de segurança para cada  setor do comércio e serviços na Capital. No entanto, a igrejas não foram incluídas nesse plano, o que tem motivado críticas de líderes religiosos e até políticos que defendem a reabertura das atividades presenciais nos templos.

Entre os que defendem o retorno dos cultos de forma presencial, está o deputado Federal Eli Borges (Solidariedade). Ontem, ele se reuniu com líderes evangélicos de Palmas e defendeu a reabertura das igrejas. Em vídeo gravado logo após o encontro, o parlamentar questionou a gestão municipal sobre a medida que proíbe a realização dos cultos presenciais, mesmo, se as igrejas seguirem todas as normas da OMS.

Nesta terça-feira, 2, um grupo de pastores de várias denominações de Palmas, estiveram na Câmara de Vereadores para buscar a mediação do parlamento, em torno de um entendimento com a prefeita sobre o assunto. Com isso, aumenta também a pressão de religiosos sobre o Legislativo para que uma posição seja tomada em relação ao funcionamento das igrejas.


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