Da Redação do CP Notícias

Uma mobilização está marcada para acontecer na manhã desta quinta-feira, 2, às 10 horas, em frente ao Palácio Araguaia, contra a lei que autoriza a concessão do Parque Estadual do Jalapão e outros três parques à iniciativa privada. A aprovação pela Assembleia Legislativa foi realizada no último dia 24 de agosto e, no dia seguinte, sancionada pelo governador Mauro Carlesse (PSL), sem nenhum veto.
Desde quando foi enviado à A.L em junho, o projeto para concessão dos parques estaduais do Jalapão, do Cantão, do Lajeado e do Monumento Natural das Árvores Fossilizadas já causava polêmica e iniciou-se a pressão por audiências públicas para discussão.
Logo veio o recesso parlamentar, uma única audiência foi realizada no dia 19 de agosto e, na semana posterior, a aprovação pelos deputados. “A necessidade é muito grande de informações sobre o projeto, do modelo de concessão, dos impactos ambientais causados”, pontua o presidente da Associação Tocantinense de Turismo Receptivo (ATTR), Fernando Torres Ferreira Dias.
Preocupação ambiental e econômica
As sete comunidades quilombolas existentes na área do Parque Estadual do Jalapão dependem exclusivamente do turismo e da venda do artesanato de capim dourado. Um consequência do outro, já que os visitantes vão conhecer os povoados e compram os produtos. O medo é de uma concorrência desleal com as grandes empresas de turismo que vão se instalar com a concessão. “Até agora não sabemos como o dinheiro que o Estado vai ganhar será revertido para os municípios da Região”, ressalta o presidente da ATTR.
Diferente da Área de Proteção Ambiental, o Parque Estadual do Jalapão, criado em 2001, é uma área de conservação integral, na zona rural de Mateiros. A única forma de exploração permitida é o ecoturismo ou pesquisas. Junto com a APA, são 34 mil km² de área de natureza diversa e abundante, que, segundo os manifestantes, não está devidamente planejada sob o aspecto da preservação. “No P.L não tem uma linha que fale da parte ambiental. Tem-se uma estimativa de sair dos atuais 40 mil visitantes para 200 mil. Queremos saber o que será feito com o lixo, por exemplo, se nem aterro sanitário temos?”, questiona o presidente da ATTR, finalizando: “Por isso a conversa tem que ser em outros moldes. É participativa!”.




Essa Matéria é de INTERESSE de todos Nós, portanto, não podemos deixar de protestar e reivindicar QUE o Turismo seja praticado com muito Respeito à Natureza…