Por Dermival Pereira

Máscara que nada, em muitos estabelecimentos comerciais de Palmas, informalmente já foi normalizada a dispensa total dela por donos e clientes. Quando se chega em muitos comércios de Palmas (supermercados, bares, igrejas e restaurantes), isso já é evidente: nem todas os recepcionistas e clientes utilizam o item de segurança.
Isso tem chamado a atenção de muitos visitantes, menos da Prefeitura que devia fiscalizar e punir quem não usa ou permite a entrada de pessoas sem o item nestes locais, mas afirma que “espera que cada cidadão faça a sua parte, sem que haja necessidade de uma fiscalização coercitiva no sentido de obrigar ou multar quem não esteja usando esse acessório de proteção à saúde pública”. Enquanto isso, clientes têm entrado e saído de prédios comerciais sem nenhuma preocupação com o objeto. Boas partes dos comerciantes visitados pela reportagem seguem o mesmo entendimento sobre o item, de Norte a Sul da Capital.
O desprezo com o uso do equipamento que ajuda a evitar a disseminação do novo coronavírus, causador da covid-19, é uma constante na Capital desde o início da pandemia, mas tem se tornado mais comum nos últimos meses e pode ser visto em todas as regiões da cidade.
Não usar a máscara contraria o que diz toda a classe médica e científica, com base em estudos. Com uma fiscalização pouco efetiva e a realização de eventos com aglomerações, em Palmas e no Tocantins (ex: da campanha eleitoral e outros eventos), o número de casos de covid-19 têm aumentado no estado que agora volta a ficar no vermelho.
Na Capital, a prefeitura foi obrigada a restringir as festas de fim de ano, publicando um decreto confuso que, a princípio, sequer explicou quais eventos estavam proibidos. Com a pressão de igrejas e clubes de lazer, a gestão foi obrigada a divulgar nota um dia antes da virada com a lista do que estava permitido. Tarde demais, as aglomerações e o desrespeito ocorreram do mesmo jeito.
O outro lado
O site fez contato com a prefeitura para que a gestão se posicionasse sobre o assunto e cobrou respostas sobre a falta de fiscalização. Em nota, a gestão disse apenas que a fiscalização é itinerante em vários pontos da Capital e que o Município espera que cada cidadão faça a sua parte, sem que haja necessidade de uma fiscalização coercitiva no sentido de obrigar ou multar quem não esteja usando esse acessório de proteção à saúde.
Veja a íntegra da nota da Prefeitura
“A Prefeitura de Palmas reitera que possui equipes de plantão e que a fiscalização é itinerante em vários pontos da Capital. Ressalta ainda que o cumprimento das medidas de contenção do novo coronavírus é também um dever individual, mas que visa a proteção recíproca. Dessa forma, o Município espera que cada cidadão faça a sua parte, sem que haja necessidade de uma fiscalização coercitiva no sentido de obrigar ou multar quem não esteja usando esse acessório de proteção à saúde pública.”



