Estado

Delegado de polícia é alvo de críticas na internet por ausência em delegacia

Por Dermival Pereira

 Foto: SSP/Divulgação

O delegado da Polícia Civil, Fabrício Piassi Costa, que responde pela 71ª Delegacia da Polícia Civil da cidade de Porto Nacional tornou-se alvo de críticas na internet depois que a Polícia Militar localizou e prendeu dois suspeitos de aplicarem golpes em várias lanchonetes daquele município, com PIX falsos, mas na hora de entregar os criminosos a repartição pública, o delegado não estava na delegacia e teria se negado a comparecer para dar seguimento aos procedimentos cabíveis. 

Na internet, uma internauta que estava na sede do órgão quando a PM chegou com os presos criticou a postura da autoridade policial e disse  que o delegado estava em Palmas e não quis ir até Porto Nacional para receber os suspeitos e abrir a investigação. ‘O engraçado foi que o delegado de plantão estava em Palmas e não quis vir fazer o processo. Aonde iremos parar desse jeito?’ postou a internauta.

A PM prende, mas o delegado não quer trabalhar. (E ainda ganharam aumento de salário para ficarem de boa). E às vezes quando o delegado faz o processo o Juiz de óculos manda soltar. Eita Tocantins véi (Sic) sem porteira!!!!’,  criticou. 

Outro internauta foi mais incisivo ao comentar o post. ‘Mas que delegado folgado este, pode abrir uma sindicância contra o abandono de posto’, disse outro ao comentar o assunto. Para outro internauta, o caso também se repete em outras cidades do Tocantins. ‘Não é só o delegado de Porto Nacional, o de Natividade também é assim’, criticou outro.

Houve também quem cobrou respeito. ‘Isso é falta de respeito e compromisso coma população!’, disse outro seguidor do perfil do post.

Entenda o caso

Nessa segunda-feira, 27, por volta das 23h, a Polícia Militar em Porto Nacional foi acionada via Sistema Integrado de Operações (Siop), por um proprietário de uma lanchonete, que informou a PM ter sido vítima de um golpe, onde indivíduos haviam solicitado vários lanches que juntos totalizaram R$213,00.

Porém, o pagamento havia sido feito com a utilização de um PIX Falso (agendado e cancelado posteriormente). O golpe aconteceu no dia 22 e um Boletim de Ocorrência (BO) chegou a ser registrado, mas na noite de segunda-feira os criminosos voltaram a agir. Desta vez, pedindo pizzas, usando o mesmo telefone e Modus operandi. Segundo as informações repassadas a reportagem, após ser acionada pelo proprietário da lanchonete, a PM acompanhou a entrega e ao chegar no local, os dois suspeitos confessaram os crimes, motivo que levou os policiais a conduzir os suspeitos para a delegacia. Ainda segundo o que apurou a reportagem, no local foram encontradas e apreendidas, pizzas de mais dois estabelecimentos comerciais, frutos do mesmo golpe.

Ainda segundo as informações, ao chegar na delegacia, o delegado plantonista não estava no órgão, pois estava em Palmas e teria se negado a comparecer para dar sequencia aos procedimentos.

SSP abre Sindicância

Procurada pela reportagem para se posicionar sobre o assunto, a Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP-TO), disse ‘o plantão de polícia em Porto Nacional deve ser realizado de forma presencial. E esclarece ainda que, a Corregedoria da Segurança Pública teve acesso aos fatos na tarde desta terça-feira, 28, e instaurou sindicância investigativa para apurar a veracidade das informações’.

PM comenta

Também em nota, enviada via Secom, a Polícia Militar do Estado do Tocantins esclareceu ‘que a atribuição constitucional da corporação é concernente ao policiamento preventivo e repressivo, ficando à Polícia Civil a responsabilidade legal de investigar e agir após o cometimento de ações criminosas’.

‘Esclarece ainda que a atribuição no caso específico, a atuação da PMTO se resume a entregar os autores de delitos, neste caso presos em flagrante, à Repartição Pública competente conforme preconiza nosso Procedimento Operacional Padrão após a confecção dos documentos atinentes à nossa função’.

O Estado foi questionado sobre os motivos da ausência do delegado no órgão e quais medidas foram tomadas em relação aos presos, mas estes itens, nem a SSP e nem a PM quiseram comentar.

 

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