Cidades

Delegado já ouviu 18 pessoas sobre atentado contra prefeito de Novo Acordo

Prefeito Dotozinho (E) e o vice, Letim. Foto: Divulgação

Por Dermival Pereira

O inquérito da Polícia Civil que investiga a tentativa de homicídio contra o prefeito de Novo Acordo, Elson Lino de Aguiar (o Dotozinho), do MDB, ainda não foi concluído, segundo informa a Secretaria de Estado da Segurança Pública do Tocantins (SSP-TO). As investigações estão sobe o comando do delegado Diogo Fonseca, da Delegacia Estadual de Investigações Criminais – DEIC, Núcleo de Porto Nacional, de titularidade do delegado de polícia Diogo Fonseca, que já ouviu 18 pessoas sobre o caso, incluindo o próprio prefeito e seu vice, Leto Moura Leitão Filho (o Letim Leitão), do PR, principal suspeito de ser o mandante do crime.

O fato ocorreu na residência do prefeito no próprio município, no dia 9 de janeiro, quando o gestor foi atingido por três tiros disparados por um motoqueiro, que já teria chegado atirando. Um dos disparos atingiu o rosto de Aguiar, que foi socorrido e levado para o Hospital Geral de Palmas (HGP), onde passou por cirurgia e recebeu alta no dia 15, mas segundo informações, perdeu a visão do olho direito. Ele já retornou à Novo Acordo onde segue se recuperando dos ferimentos.

Leitão, o empresário Paulo Henrique Sousa e Gustavo Araújo da Silva estão presos preventivamente na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP). Eles são acusados de serem mandante, intermediador e executor do crime, respectivamente. Todos foram presos no dia 10 de janeiro, um dia após o atentado. Conforme a polícia, um dos motivos que teria levado Leitão a encomendar o assassinato do gestor, seria a não divisão de uma propina no valor de R$ 800 mil por parte do prefeito.

A polícia não especificou, até o momento, de qual convênio e nem fonte de receita do município teria ocorrido os desvios dos recursos que deram origem a suposta propina. Já a defesa do prefeito nega que haja qualquer esquema de desvio de verbas no município por parte da atual gestão.

Inquérito
Ao Portal CP, o delegado responsável pelo caso, Diogo Fonseca disse que o Inquérito ainda está em andamento e que não tem como prevê se mais pessoas serão ouvidas até o final das investigações. Também questionado sobre o assunto e se já abriu procedimento para investigar o suposto pagamento de propina no município, o Ministério Público Estadual (MPE) disse que o órgão já vem investigando diversos processos de licitações do município, dessa e da gestão passada, mas que não há nenhuma investigação específica sobre o caso de propina envolvendo o atentado contra o prefeito.

O prefeito de Novo Acordo, Elson Lino de Aguiar (MDB), prestou depoimento na Delegacia de Investigações Criminais de Palmas no dia 17 do mês passado. Aguiar foi ouvido por mais de duas horas e saiu da delegacia por volta de 12h40 sem falar com os jornalistas. O político falou sobre a tentativa de homicídio que sofreu e que teria sido encomendada pelo vice-prefeito. Ele chegou a delegacia acompanhado de seguranças.

Hospitalizado
Na quinta-feira, 31, o vice-prefeito passou mal na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPPP) e precisou ser levado ao Hospital Geral de Palmas onde recebeu atendimento médico e depois foi transferido para uma clínica particular de Palmas. Informações de redes sociais dão conta de Leitão teria sofrido um AVC – acidente Vascular Cerebral. No entanto, nem o hospital e nem a família do vice-prefeito confirmam essa informação.

O Portal CP procurou as defesas do prefeito Elson Lino de Aguiar e do vice-prefeito, Letim Leitão, para que eles apresentassem sua versão sobre os fatos. O espaço continua aberto, caso queiram se manifestar.

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