Por Dermival Pereira

O deputado estadual Ricardo Ayres (PSB), fez contato com o CP Notícias para questionar a fala do ex-secretário da Cidadania e Justiça do Tocantins, Heber Fidelis, nas quais acusa Ayres e Olyntho Neto (PSDB), de exercerem pressão sobre o governador por sua exoneração. Fidelis acusou os dois parlamentares de exigirem sua cabeça em troca de apoio pró-impeachment do governador afastado Mauro Carlesse (PSL).
Na nota, Ayres disse que , “causa estranheza as irresponsáveis alegações do ex-secretário da Cidadania e Justiça do Tocantins, Heber Fidelis, atribuindo a mim os motivos de sua exoneração”, rebateu.
Para o deputado, a “postura do ex-secretário, certamente, está sendo movida por interesses particulares e políticos, com a manifesta intenção de permanecer na mídia e desviar os holofotes de um depoimento seu prestado à Polícia Federal – e amplamente divulgado – em que “confessa” a prática de ilícitos penais”.
Conforme o parlamentar, “transferir à terceiros a responsabilidade de sua exoneração é mera desculpa através de um discurso desagregador e desprovido de veracidade. Discurso esse, que precisa ser provado, onde adotaremos as medidas legais necessárias para tanto”, pontua.
“Sempre pautei minha atuação legislativa e pessoal no respeito as pessoas e entidades públicas e privadas, sem interferência nas decisões de membros de outros Poderes. As matérias defendidas, votadas ou relatadas por mim, sem exceção, foram todas reconhecidas constitucionais e, portanto, legais. Minha convicção pessoal não está ou é vinculada a quem quer que seja ou Poder”, diz a nota.
Ainda na nota, Ayres alegou que “exerço meu mandato com a autoridade de ter recebido da sociedade a outorga de defender ideias e ideais, dentro do debate do que entendo correto para coletividade Tocantinense; e assim será até final da minha legislatura”.
Entenda

Heber Fidelis foi exonerado pelo governador Wanderlei Barbosa (Sem partido), na terça-feira, 1º, e demonstrou, em entrevista ao CP Notícias, chateação com o Governo por ter sido demitido do cargo, segundo ele, sem o devido reconhecimento.
Fidelis relatou que está insatisfeito com a forma que foi exonerado do cargo. “Minha maior chateação hoje, foi ter feito o trabalho que fiz, pego a pior pasta do Estado, levado o sistema a sair do último lugar para o primeiro no país, em trabalho e educação, organização, mais de ano sem fuga, e sair assim sem reconhecimento, sem ajuda policial ( escolta) sofrendo risco de retaliação das facções que lutei tanto contra”, reclamou.
Questionado se teria falado com o governador Wanderlei Barbosa antes de deixar o cargo, Fidelis disse que não, mas relatou que foi comunicado sobre a decisão do Executivo pelo atual Secretário da Governadoria, César Halum, porem, sem dar detalhes de quais teriam sido as motivações para a demissão.
Porém, Fidelis que já havia dito que os deputaos Olyntho Neto (PSDB) e Ricardo Ayres (PSB) vinham pressionando o governador a demiti-lo, fez novas acusações aos parlamentares. “Houve sim, uma pressão dos mesmos depuados para minha saída, uma retaliação mesmo (por causa do depoimento dele a PF), como ele (Wanderlei) precisa deles para votar o impeachment do Carlesse, fui exonerado”, disse.
Outro ponto relatado pelo secretário é que ele vinha recebendo ameaças desde que Carlesse foi afastado e ele decidiu ficar no governo. Questionado se elas tinha cunho político e se havia procurado a Polícia para oferecer algum tipo de denúncia ou pedir proteção, Fidelis disse que não, mas afirmou que, “minha família teme sim e agora sem ajuda do governo, piora um pouco”, afirmou, e emendou em seguinda, “pela manhã, três Estados entraram em contato comigo, para saber se teria interesse em tocar o sistema penitenciário”, finalizou.
Dificuldas
Fidelis vinha enfrentando dificuldades para se firmar no cargo após um depoimento dele, dado a Polícia Federal (PF), em que ele detalhou um suposto esquema de corrupção na gestão do governador Afastado do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL).
Ele alegou, no depoimento, ter sofrido pressão para deixar o cargo após a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que afastou o mandatário, e citou ameaças a sua esposa, influência de deputados na suposta perseguição a delegados da Polícia Civil com o objetivo de barrar investigações contra aliados políticos de Carlesse, e até uma suposta conversa com o deputado federal Carlos Gaguim (DEM), que na oportunidade teria dito que Carlesse dispunha de provas para incriminar Wanderlei Barbosa, sobre um suposto recebimento de propina na compra de cestas básicas.



