Colunas

DPE e MPTO se defendem de críticas sobre mortes de pacientes com covid

Da Redação do CP Notícias

A Defensoria Pública Estadual (DPE) e o Ministério Público do Tocantins (MPTO) responderam, em nota, acusações feitas por servidores do Hospital Geral de Palmas (HGP), de que os dois órgão não “estariam” atuando para evitar a morte de pacientes com covid-19 por falta de medicamentos. A denúncia sobre o assunto foi feita a reportagem na manhã desta segunda-feira, 24, por duas fontes ligadas ao hospital.

De acordo com a denúncia, estão em falta os medicamentos morfina e fentanil na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), de covid da unidade hospitalar, ambos usados para sedar pacientes entubados em estado grave da doença. Na mesma denúncia, os servidores acusam os dois órgãos de nunca mais terem ido ao hospital durante a pandemia para verificar o que está acontecendo.

“Não sei porque a Justiça não toma providências, basta vir aqui e conferir os motivos dos óbitos, depois dessa pandemia nunca mais o Ministério Público e nem a Defensoria estiveram aqui. Sumiram todos, por isso os pacientes estão morrendo por falta de medicamento, pois a gestão não faz a sua parte e eles não fiscalizam,” , questiona uma fonte, ressaltando que, “essa omissão está matando muitas pessoas, inclusive,  profissionais da própria saúde que acabam se contaminando também”.

As fontes disseram a reportagem que somente na noite deste domingo, 23, cinco pacientes morreram na UTI covid do HGP, por falta de medicamentos para sedação. De acordo com as denúncias, também está faltando equipamentos de proteção individual (EPIs), para os profissionais que atuam na linha de frente no combate a pandemia.

Em notas, DPE e o MPTO não relatam visitas ao HGP, mas negam omissão no caso das mortes de pacientes por falta de medicamentos. Nos documentos, as assessorias relatam as ações realizadas durante a pandemia para manter os estoques em dia.

Veja o que os citados

A Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO), por meio do Núcleo Especializado em Defesa da Saúde (Nusa) e das atividades de membros e servidores em todas as comarcas do Estado, tem atuado efetivamente pelo acesso de todos os usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) ao atendimento em saúde, seja por meio de recomendações, seja na atuação judicial, com ações civis públicas e acordos judiciais. De março até o início de agosto já passavam de 360 o número de atuações coletivas sendo a área da saúde a de maior demanda.

MPTO

O Ministério Público do Tocantins (MPTO) informa que, ainda no mês de junho, expediu recomendação visando restabelecer o estoque de alguns insumos, entre eles anestésicos e sedativos, conforme apontou relatório de inspeção do Conselho Regional de Medicina no Tocantins (CRM/TO) denunciando a situação no Hospital Geral de Palmas (HGP).

Esclarece ainda que mantém parcerias com o CRM e com o Conselho Regional de Enfermagem (Coren) a fim de tomar ciência de eventuais  irregularidades na assistência dos pacientes e dispôe ainda de canais permanentes para denúncias, porém ainda não tem conhecimento sobre os fatos apontados na reportagem.

Governo não se pronuncia

A reportagem encaminhou pedido de resposta a Secretaria de Estado da Comunicação do Estado (Secom), ainda pela manhã, mas não obteve resposta até o momento. O espaço continua aberto, caso a gestão queira se manifestar.   

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Crie a sua conta única para todos os produtos do Portal Cleiton Pinheiro

 

Não tem conta?

Anuncie a sua empresa em um dos maiores portais de notícias do Tocantins.