Da Redação do CP Notícias
Além dos já tradicionais ataques de grupos ligados ao Planalto e seguidores do presidente Jair Bolsonaro (PSL) nas redes sociais, o impasse entre a Rede Globo de Televisão e o presidente ganhou mais personagem. Desta vez, rede Condor de supermercados, com sede no Paraná, decidiu suspender suas veiculações comerciais na Emissora, em uma manifestação de apoio ao presidente da República. A informação foi publicada na Revista Veja, na versão eletrônica.

Desde o início do Governo, o presidente Bolsonaro não tem conseguido estabelecer um bom relacionamento com parte da imprensa. Crítico assíduo do trabalho dos jornalistas, sobretudo, quando criticam setores do Governo ou denunciam fatos ligados a sua família, o presidente já determinou o cancelamento de assinaturas do Jornal Folha de São Paulo em todos os órgãos do Governo e, nos últimos dias, vem ameaçando não renovar a concessão da rede Globo, que vence em 2022.
Em comunicado oficial, a empresa esclarece que a suspensão limita-se aos programas “jornalísticos nacionais como Bom Dia Brasil, Jornal Hoje, Jornal Nacional e Fantástico bem como em programas que contrariem os princípios e valores familiares, como Malhação e a novela das 21 horas.”.
“A decisão está fundamentada na parcialidade que o jornalismo nacional da emissora vem demonstrando, onde (sic) apresenta matérias sem o devido cuidado, apenas de cunho sensacionalista, especialmente contra o Presidente da República (Jair Bolsonaro)”, diz o comunicado da empresa.
A Condor esclarece, contudo, que permanecerá com os investimentos na RPC, afiliada da Rede Globo no Paraná, com o intuito de reforçar a programação regional e de “entretenimento saudável”. “Não cortamos as propagandas da RPC, apenas não serão veiculadas em certos horários”, reitera a nota.
A Condor – com 49 lojas em dezessete cidades paranaenses e duas de Santa Catarina – termina dizendo que outras empresas compactuam com a mesma preocupação que eles têm com “o futuro do país” e que estão tomando medidas semelhantes. Até a publicação da matéria, porém, nenhuma outra empresa havia apoiado a decisão da Condor. (Com informações da Revista Veja).



