Por Dermival Pereira

Em operação que acontece na manhã desta quinta-feira, 8, em sete municípios do Tocantins, a Polícia Federal (PF), investiga uma organização criminosa envolvendo agentes públicos, corrupção e peculato. Em Novo Acordo, são alvos da operação que recebeu o nome de “O Mecanismo”, a atual gestão e dois supermercados, segundo informações obtidas pelo CP Notícias. Os agentes da PF continuam no prédio da prefeitura daquele município.
Conforme apurou o CP Notícias, a Polícia Federal esteve nas residências do atual secretário de Finanças do município, Otalmir de Sousa Gomes, de dois empresários e interroga, neste momento, o ex-secretário de finanças da gestão passada, Davi Nunes, que também é servidor do município. Nunes presta depoimento na condição de testemunha. Os dois supermercados são fornecedores do município.
Procurada para comentar a ação da PF, a Prefeitura de Novo Acordo informou que a operação ainda está em curso, e que a gestão não sabe ao certo, o que os agentes buscam. Ainda segundo a prefeitura, eles estão ouvindo pessoas e solicitando alguns documentos.
Entenda
A Polícia Federal cumpre 32 mandados de intimação e mais de 27 de busca e apreensão, todos expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Conforme informou a PF, os mandados envolvem pessoas residentes nos municípios de Palmas, Paraíso do Tocantins, Novo Acordo, Recursolândia, Santa Tereza, Lizarda e Lagoa do Tocantins e Santa Cruz de La Sierra (Bolívia). Ao todo, cerca de 120 policiais federais participam da operação.
A investigação aponta que empresas de Palmas, que mantêm
contrato de prestação de serviços de reparo de viaturas e fornecimento de peças
automotivas com municípios tocantinenses, promovem reiteradamente
transferências de valores e dão outras vantagens a servidores municipais
comissionados, parentes e pessoas próximas dos prefeitos dos municípios com
quem elas possuem contratos.
Além dos créditos em conta corrente, apurou-se que as vantagens indevidas aos
gestores públicos e pessoas próximas também eram efetivadas por meio de
pagamentos de despesas pessoais como contas de telefones, IPVA, mensalidades
escolares, entre outras.
Os recursos dos contratos são oriundos do fundo nacional do desenvolvimento da educação e fundo municipal de saúde (SUS). O nome da operação faz referência a seriado brasileiro que explora o crime de corrupção praticado por agentes públicos e empresários, crime investigado no presente caso. (Com informações da Ascom da Polícia Federal no Tocantins).




Eu pesava que novo acordo ia se uma cidade boa com o prefeito. Mais não esta e destruindo a cidade nossa que vergonha em