Política

Relator retira obrigação de imposto da PEC que cria regras a sindicatos

Da Redação do CP Notícias

O relator da proposta de emenda à Constituição (PEC) da reforma no sistema sindical, deputado Fábio Trad (PSD-MS), apresentou nessa quarta-feira, 11, novo parecer retirando do texto dispositivo que previa o desconto na folha de pagamento dos trabalhadores a entidades sindicais. As informações são do G1, o portal de notícias da Globo.

O relatório ainda será analisado pelos integrantes da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), da Câmara, onde texto tramita. Se aprovado, será discutido em uma comissão especial antes de ir ao plenário. Por acordo, a matéria será discutida e votada apenas na próxima terça-feira, 17.

O trecho retirado dizia que “é obrigatória a participação das entidades sindicais na negociação coletiva de suas respectivas representações, que será custeada por todos os seus beneficiários e descontada em folha de pagamento”. O ponto, no entanto, é polêmico, porque foi interpretado por parte dos parlamentares como um retorno do imposto sindical.

Outro ponto retirado do texto pelo relator dispõe sobre a composição e as atribuições do Conselho Nacional de Organização Sindical, órgão que seria criado para regular o funcionamento das entidades sindicais.

“Proponho retirar o artigo que trata da contribuição para negociação coletiva e da composição e atribuições do conselho. Ademais, registro que formas de financiamento e regulamentação serão objeto de discussão na comissão especial”, afirmou Trad em seu voto.

O recolhimento já havia deixado de ser obrigatório na reforma trabalhista proposta pelo governo do ex-presidente Michel Temer e aprovada pelo Congresso em 2017. Antes da reforma, trabalhadores sindicalizados ou não contribuíam compulsoriamente, por meio do desconto na folha de pagamento.

Neste ano, o presidente Jair Bolsonaro editou medida provisória para impedir desconto em folha e determinar que os interessados em contribuir com seus sindicatos deveriam ser feita via boleto. A medida, no entanto, perdeu validade, porque não foi votada a tempo pelo Congresso. (Fonte: G1.com).

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