Por Dermival Pereira

O empresário Nilton Alcântara, sócio da Rede Petrolider, foi morto a tiros no início da noite desta terça-feira, 25, em Palmas. De acordo com informações preliminares, ele foi alvejado quando chegava em um posto de combustível do qual é dono na quadra ASR-SE 75 (Antiga 712 Sul).
As polícias Militar e Civil, o IML e a perícia estão no local, mas não há informações, até o momento, sobre quem efeuou os disparos e nem sobre a motivação para o crime. À imprensa, a PM que atendeu a ocorrência, disse que foram efetuados vários disparos, e que pelo menos três acertaram a vítima, provavelmente, segundo a polícia, uma pistola foi usada no crime.
Ainda segundo a PM, o autor do crime é um homem moreno alto e mesmo podendo afirmar a motivação, pelas caracteristicas do crime, pode se tratar de uma execução ou de uma emboscada.
Não é a primeira vez
Essa não é a primeira vez que um dono de posto de combustível é assassinado no Tocantins. Em 2016, o empresário Wenceslau Gomes Leobas, de 77 anos, dono de um posto na cidade de Porto Nacional foi morto a tiros quando saia de casa naquele no município. Ele tinha iniciado o processo de abertura de um posto em Palmas quando morreu.
O crime de 2016, segundo apontaram as investigações, teria sido encomendado ao custo de R$350 mil. Esse foi o valor que a polícia chegou após investigação em relação ao assassinato do empresário do ramo de combustíveis. A conclusão do inquérito, à época. apontou que o principal motivo do crime seria a discordância do empresário em alinhar o preço do combustível, o que levantou a suspeita da existência de um cartel.
O principal acusado de ser o mandante do homicídio de Leobas foi o também empresário e então presidente do Sindicato dos Revendedores de Combustíveis do Estado do Tocantins (Sindiposto-TO), Eduardo Augusto Rodrigues Pereira (Duda) e Alan Sales Borges foi acusado de executar o crime. Na denúncia, Leobas e outro empresário do ramo em Porto Nacional, Helvécio Coelho Rodrigues, estariam sendo ameaçados por Pereira.
Julgamento e condenação
Alan Sales foi condenado por homicídio duplamente qualificado, tendo em vista que os executores, Alan Sales e José Marcos de Lima, agiram mediante pagamento ou promessa de recompensa e pelo fato de o crime ter sido praticado de forma a dificultar a defesa da vítima, uma vez que o empresário foi surpreendido com um tiro ao sair de sua residência.
Já o acusado de ser o mandante, Duda, teve a denuncia contra ele aceita pela Justiça em junho de 2016. Em abril do ano seguinte, a pedido da promotoria, o empresário teve a prisão preventiva decretada. O acusado foi preso depois de passar quatro meses foragido, mas acabou ganhando o direito de responder em liberdade graças a uma liminar do Tribunal de Justiça.



