Estado

Wanderlei diz que ameaças foram feitas para barrar força-tarefa que apura irregularidades no Governo

Por Dermival Pereira

O governador interino Wanderlei Barbosa (sem partido), falou com exclusividade a reportagem do CP Notícias na tarde desta sexta-feira, 17. Ele comentou trecho do depoimento do secretário Heber Fidelis, da Cidadania e Justiça do Tocantins, dado a Polícia Federal, em que afirma ter ouvido do deputado federal Carlos Gaguim (DEM), um recado do governador afastado Mauro Carlesse (PSL), para a gestão de Barbosa.

Governador interino Wanderley Barbosa (sem partido) – Foto: Secom do Tocantins

Fidelis disse a PF, que Gaguim afirmou, na ocasião, que o governador afastado teria provas de que o governador interino, Wanderley Barbosa, teria recebido propinas relativos ao contrato de aquisição de cestas básicas da Secretaria de Assistência Social do Estado.

Sobre o assunto, Wanderlei relatou ao Site que, “estou muito tranquilo quanto a isso. As ameaças trazidas foi uma tentativa de impedir o decreto de força-tarefa, envolvendo a CGE (Controladoria Geral do Estado), PGE (Procuradoria Geral do Estado) e Segurança Pública, não tenho nem uma preocupação, quanto a situação das cestas básicas e nem em relação a outras secretarias”, pontuou o governador.

Questionado se falou com Carlesse sobre o assunto, Barbosa disse que não. “Não falei com Carlesse, só retornei para o Gaguim para dizer que nunca tive relação com fornecedores de cestas de básicas”, afirmou o governador, relatando que, “isso aí é muito tranquilo pra mim, eu nunca tive nenhum envolvimento com relação a isso, nunca conversei com fornecedores, a única coisa que aconteceu foi esse recado que recebi de um deputado (Gaguim), porque eu estava criando uma força-tarefa de averiguação dos contratos que estão sob dúvidas e investigação da Polícia Federal, então de forma tranquila, eu liguei para o deputado que me mandou esse recado e falei para ele tudo, falei que não tinha nenhuma preocupação e que eu continuaria com as mesmas medidas de esclarecimentos de fatos e de transparência dos atos do Governo”, afirmou o gestor.

O governador disse ainda que relatou à Carlos Gaguim, por ocasião da conversa, que “aqueles contratos que vinham do governo anterior (de Carlesse), que estavam sob dúvidas nós íamos cancelar e já cancelamos alguns contratos e aqueles que não tiverem justificativas da necessidade e que estiver acima do preço praticado no mercado nós iremos cancelar. Não faremos nada que não dê tranquilidade para a população e que esteja dentro de uma gestão transparente”, finalizou o governador.

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