Cidades

Família contesta laudo da morte de irmão de candidata a prefeita

 Da Redação do CP Notícias

Coletiva da SSP-TO sobre caso Wagner Fernandes de Araújo – Foto: Dennis Tavares

A família do servidor público e irmão da candidata a prefeita de Miracema do Tocantins, Camila Fernandes (MDB), Wagner  Fernandes de Araújo divulgou nota, nessa quinta-feira, 12, em que contesta o resultado das investigações sobre a morte do servidor ocorrida dias depois de ele ter sido encontrado muito machucado e com parte de uma orelha arrancada dentro de casa em Dois Irmãos no dia 1º deste mês.

No documento, a família questiona o fato de a Polícia Civil, responsável pelas investigações, ter convocado coletiva de imprensa para anunciar a conclusão do Inquérito antes mesmo de avisar a família. Na coletiva, a Secretaria de Segurança Pública disse que a morte do servidor foi resultado de um acidente doméstico.  


Segundo diz a família no documento, “Antes de convocar uma coletiva, por uma questão de humanidade, deveria ter apresentado o conjunto probatório apurado à família, a maior interessada no esclarecimento”, criticaa nota, ressaltando que, “a família não foi informada oficialmente pela Polícia Civil sobre as conclusões da investigação, sobre os elementos de prova colhidos e as evidências apontadas pela Polícia para concluir pela ocorrência de morte acidental, tendo tomado conhecimento apenas por meio da imprensa”.

Ao contestar o resultado das investigações, a família diz que, “as informações dão conta de que Wagner tinha traumatismo craniano, com afundamento de crânio, além de hematomas, escoriações e um corte na orelha esquerda, os quais não indicariam se tratar de uma queda, mas de fortes agressões”, diz a nota.

Morte de Moisés
A família relata surpresa na celeridade das investigações e lembra que a morte do prefeito Moisés da Sercon, esposo de Camilia, ocorrida em 2018, não teve nenhuma conclusão até o momento. “muito embora seja louvável a celeridade na investigação de crimes por parte da Polícia, fato é que neste caso específico é de causar espanto, não apenas a rapidez em concluir pela morte acidental, mas também a necessidade e a preocupação em convocar uma coletiva de imprensa para dar publicidade ao resultado, antes mesmo de dar conhecimento à família.

“A família gostaria muito que esta mesma celeridade, efetividade e interesse fossem aplicados à investigação da morte de Moisés Costa da Silva, com mais de dois anos e dois meses sem uma resposta”.  “É preocupante essa midiatização, com convocação de coletiva de imprensa, para apresentação da conclusão do caso por parte da polícia, justamente num momento de disputa eleitoral, induzindo a uma politização do fato, o que não é e nunca foi do interesse da família, curiosamente pouco depois de o Governador do Estado, e outras autoridades estaduais manifestarem apoio à reeleição do atual gestor em Miracema, cuja militância e apoiadores políticos têm se utilizado do fato para fazer sensacionalismo político através das redes sociais, para atingir a candidata Camila Fernandes”.

Veja a íntegra da nota
“A família de WAGNER FERNANDES DE ARAÚJO, irmão da candidata a Prefeita de Miracema e viúva de Moisés Costa da Silva, Camila Fernandes, vem por meio da presente esclarecer a toda a sociedade tocantinense o seguinte:

1.         A família não foi informada oficialmente pela Polícia Civil sobre as conclusões da investigação, sobre os elementos de prova colhidos e as evidências apontadas pela Polícia para concluir pela ocorrência de morte acidental, tendo tomado conhecimento apenas por meio da imprensa, o que lamenta profundamente, pois entende que antes de convocar uma coletiva de imprensa, por uma questão de humanidade, a Polícia Civil deveria ter apresentado o conjunto probatório apurado à família, a maior interessada no esclarecimento da causa da morte de Wagner;

2.         A família não concorda com o resultado das investigações, haja vista que contraria todas as informações que foram passadas pelas equipes médicas que acompanharam Wagner Fernandes, desde o primeiro atendimento, até o atendimento ocorrido no HGP, onde os médicos informavam que as lesões existentes eram compatíveis com agressão, e não com queda acidental, sendo, inclusive, orientados a proceder ao registro do boletim de ocorrência.

3.         As informações dão conta de que Wagner tinha traumatismo craniano, com afundamento de crânio, além de hematomas, escoriações e um corte na orelha esquerda, os quais não indicariam se tratar de uma queda, mas de fortes agressões.

4.         Muito embora seja louvável a celeridade na investigação de crimes por parte da Polícia, fato é que neste caso específico é de causar espanto, não apenas a rapidez em concluir pela morte acidental, mas também a necessidade e a preocupação em convocar uma coletiva de imprensa para dar publicidade ao resultado, antes mesmo de dar conhecimento à família.

5.         A família gostaria muito que esta mesma celeridade, efetividade e interesse fossem aplicados à investigação da morte de Moisés Costa da Silva, com mais de dois anos e dois meses sem uma resposta.

6.         É preocupante essa midiatização, com convocação de coletiva de imprensa, para apresentação da conclusão do caso por parte da polícia, justamente num momento de disputa eleitoral, induzindo a uma politização do fato, o que não é e nunca foi do interesse da família, curiosamente pouco depois de o Governador do Estado, e outras autoridades estaduais manifestarem apoio à reeleição do atual gestor em Miracema, cuja militância e apoiadores políticos têm se utilizado do fato para fazer sensacionalismo político através das redes sociais, para atingir a candidata Camila Fernandes.

7.         Além do mais, em conversas com alguns policiais que acompanharam o caso, a família foi informada que havia uma determinação superior para que as investigações fossem concluídas ainda no decorrer desta semana, impreterivelmente, curiosamente, antes das eleições.

8. A família esclarece que encaminhará representação ao GECEP – Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial, do Ministério Público Estadual para que acompanhe o caso, bem como requererá acesso a todos os elementos probatórios colhidos nos autos do Inquérito Policial, bem como outros que a família possa levantar e, havendo elementos suficientes, representará ao Ministério Público Estadual, por intermédio da Promotoria de Justiça de Miranorte, para que reabra a investigação, pois a família não está convencida da conclusão da polícia.

Respeitosamente,
A Família de Wagner Fernandes de Araújo”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Crie a sua conta única para todos os produtos do Portal Cleiton Pinheiro

 

Não tem conta?

Anuncie a sua empresa em um dos maiores portais de notícias do Tocantins.