Por Dermival Pereira

Uma criança de 3 anos de idade do município de Novo Acordo, localizada a cerca de 110 quilômetros de Palmas, foi transferida para o Hospital Geral de Palmas (HGP) no helicóptero do Centro Integrado de Operações Aéreas (CIOPAER – TO) após engasgar com uma bolacha, segunda informou a família. Conforme as informações da família, o fato ocorreu na quarta-feira, 11, por volta das 12h e a transferência por voltas das 15h. A criança precisou ser intubada logo que chegou ao HGP e seu estado de saúde segue estável.
O primeiro atendimento ocorreu na casa da família e foi feito por uma tia que conseguiu desengasgar a criança, mas como ela passou bastante tempo sem respirar precisou ser reanimada. A Polícia Militar e a médica plantonista da cidade foram até o local e estabilizaram a criança. Em seguida ela foi levada para o hospital onde teria ficado até às 15h a espera de um transporte para Palmas. A cidade tem Serviço Móvel de Atendimento de Urgência (SAMU) e ambulâncias, mas todos estavam em Palmas, no momento do ocorrido, segundo informou a gestão do município.
Segundo um familiar da vítima houve negligência por parte do município no que diz respeito à demora em transferir a criança para o HGP. “Demorou demais para ser transferido para Palmas, não havia um carro para levar a criança, aqui já morreu gente por causa disso, muitas vezes, o Samu não regula e a prefeitura não tem carro para levar o doente, ele engasgou entre 11h30 e 12h e mesmo recebendo o cuido aqui, só conseguiu ir para Palmas às 15h porque a médica pediu a aeronave, lamentável a situação da saúde aqui em Novo Acordo”, reclama a familiar.
A reportagem fez contato com a prefeita da cidade, Deuzani Batista e com a médica que atendeu a criança para saber o motivo da demora. A prefeita relatou que “todo o socorro necessário foi dado a criança, ainda na casa da família, inclusive. Infelizmente, quando a criança engasgou todas as ambulâncias da saúde estavam em atendimento ai em Palmas. Mas, a médica e a Polícia Militar que foram até a casa da vítima estabilizaram a criança e a levaram para o hospital onde ela recebeu todo cuidado até que o helicóptero chegou e fez o transporte para o HGP de forma segura e rápida. Não houve negligência, tudo que podíamos, foi feito”, afirmou a gestora.
Questionada se a criança tinha condições de vir de carro para Palmas em virtude da gravidade do caso e como se deu o atendimento, a médica disse que estava em atendimento e que não tinha como falar no momento. O espaço segue aberto.
SSP-TO comenta
Em material distribuído a imprensa logo após o atendimento, a Secretaria de Estado da Segurança Pública informou que o procedimento (transporte aéreo) foi necessário devido à urgência do caso, uma vez que a criança apresentava um quadro clínico agravado devido ao fato de ter engasgado com uma bolacha. Desse modo, não haveria tempo hábil para que o trajeto de mais de 100 km pudesse ser feito via terrestre por uma ambulância.
Diante da situação, o CIOPAER foi acionado pela equipe médica do Hospital Geral de Palmas (HGP), a qual solicitou apoio aeromédico urgente para salvar a vida da criança. Como o fato ocorreu na cidade de Novo Acordo, distante 110 quilômetros de Palmas, ou seja, 1 hora e 50 minutos distante da capital Palmas.
Segundo a SSP, com a agilidade do procedimento, um tempo significativo foi ganho na corrida pela manutenção da vida. Ao chegar a Palmas, a tripulação precisou realizar um pouso em uma área bastante restrita, para favorecer o atendimento da equipe de médicos e enfermeiros do HGP, que já aguardavam a fim de prestar o atendimento especializado à criança.



