Por Dermival Pereira

Ao menos 14 cidades do Tocantins, com postos do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), amanheceram hoje (19), com faixas de protestos dos fiscais de trânsito. Eles cobram respostas do órgão quanto às reivindicações da categoria feitas à gestão a cerca de seis meses.
Os fiscais querem a criação de uma escala de trabalho, pagamento de gratificação por periculosidade e redaft (Ressarcimento de despesas juntamente com o salário). A categoria reclama que os fiscais fazem muitas viagens por mês e que para isso recebem diárias que levam até dois meses para serem pagas pela gestão, o que dificulta e muito a vida dos servidores.
A reivindicação já foi feita, via ofício, pelo Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais (SISEPE-TO), a cerca de seis meses, mas até o momento, segundo alegam os manifestantes, nenhuma resposta foi dado pela gestão estadual sobre o assunto.

Os protestos ocorrem desde as primeiras horas desta segunda-feira, 19, nas cidades de Palmas (na Sede do órgão), Gurupi, Porto Nacional, Paraíso do Tocantins, Combinado do Tocantins, Arraias, Araguaína, Araguatins, Augustinópolis, Pedro Afonso, Itacajá, Colinas do Tocantins, Cristalândia e Guaraí.
Estatísticas
Dados da Secretária de Estado da Saúde (SES), repassados a imprensa no mês passado revelaram que vítimas de acidentes de trânsito estão deixando o Hospital Geral de Palmas (HGP), superlotado. Conforme a Pasta, 68,49% dos pacientes da ala ortopédica, que hospitalizados à época, haviam se acidentado.
Os dados apontaram que as despesas com um paciente com várias fraturas ficam em média R$ R$ 1,2 mil por dia de internação normal. Já na média e alta complexidades, como Unidade de Terapia Intensiva (UTI), o gasto por paciente chega a aproximadamente R$ 3 mil por dia.
O outro lado
O link da reportagem foi enviado para a Secom do Governo do Tocantins para que a gestão se manifeste sobre o assunto. Assim que a resposta for dada, a matéria será atualizada com as informações.



