Política

Governador em exercício, Wanderlei Barbosa, já analisa nomes para substituir afastados da SSP em operação da PF

Da Redação do CP Notícias

Em reunião na tarde dessa sexta-feira, 22, com representantes de seis entidades ligadas a Polícia Civil do Tocantins, o governador em exercício Wanderlei Barbosa (Sem partido) disse que já analisa nomes para nomear no lugar dos membros da cúpula da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), afastados pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ), em uma operação da PF ocorrida no Tocantins, na última quarta-feira, 20.

A fala de Barbosa consta em material divulgado pela Feipol-com (Federação Interestadual dos Policiais Civil das Regiões Centro-Oeste e Norte), que juntamente com mais cinco entidades classistas estiveram reunidas com o governador para tratar de direitos da categoria e da estruturação da SSP-TO.

Na ocasião, o governador disse que, “as nomeações de todos os cargos afastados pela decisão do STJ, serão feitas nos próximos dias”, afirmou o Governador, concluindo que já está analisando os nomes para os cargos.

Entenda

A Corte Especial do Superior Tribunal de Justiça (STJ) referendou na tarde de quarta-feira, 20, por unanimidade, a decisão do ministro Mauro Campbell, que afastou o governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PSL), por seis meses.

Também na quarta-feira, só que pela manhã, cerca de 280 policiais federais cumpriram 57 mandados de busca e apreensão e outras 50 medidas cautelares, como a suspensão do exercício das funções públicas (afastamento do Governador Mauro Carlesse e do secretário de Estado da Segurança Pública), expedidos pelo STJ, nas cidades de Palmas, Gurupi, Porto Nacional (TO), Minaçu, Goiânia (GO), Brasília (DF) e São Paulo (SP).

As investigações, iniciadas há quase dois anos, demonstram um complexo
aparelhamento da estrutura estatal voltado a permitir a continuidade de diversos esquemas criminosos comandados pelos principais investigados, que teriam movimentado dezenas de milhões de reais por meio dos crimes praticados. Até o momento, foi determinado o bloqueio judicial de R$ 40 milhões.

A operação Éris visa desarticular o braço da organização criminosa instalado na Secretaria de Segurança Pública do Estado do Tocantins suspeito de obstruir as investigações, utilizando-se de instrumentalização normativa, aparelhamento pessoal e poder normativo e disciplinar contra os policiais envolvidos no combate à corrupção.

O grupo ainda é suspeito de vazar informações de investigações em andamento aos investigados. Já a operação Hygea tem o objetivo de desmantelar o esquema de pagamentos de vantagens indevidas relacionadas ao Plansaúde e a estrutura montada para a lavagem de dinheiro, assim como demonstrar a integralização dos recursos
públicos desviados ao patrimônio dos investigados.

Segundo as investigações, o governo estadual removeu indevidamente
delegados responsáveis por inquéritos de combate à corrupção conforme as
apurações avançavam e mencionavam expressamente membros da cúpula do Estado. Há ainda fortes evidências da produção coordenada de documentos falsos para manutenção dos interesses da organização criminosa.

Além da obtenção de novas provas, busca-se interromper a continuidade das ações criminosas, identificar e recuperar ativos frutos dos desvios, resguardar a aplicação da lei penal, a segurança de testemunhas e a retomada das Instituições Públicas. 

O vice-governador Wanderlei Barbosa tomou posse no cargo horas depois do afastamento de Carlesse após ser intimado por agentes da Polícia Federal.

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