Por Dermival Pereira

O pastor Carlos Roberto, 1º Secretário da Ordem dos Ministros do Evangelho de Palmas-TO (OMEP), confirmou agora a pouco, ao Site, que o Governo do Tocantins autorizou o uso da Praça dos Girassóis para a realização de um momento de oração no próximo sábado, 13, a partir das 17h. O evento, segundo a organização, já teria duas mil pessoas confirmadas e o propósito é orar em prol da cidade de Palmas e do Estado.
A reportagem tenta um posicionamento do Governo Estadual, via Secom, desde a última terça-feira, 9, quando o evento foi anunciado, mas não obteve posicionamento. Em um novo contato feito hoje, a Pasta alegou que ainda não tem uma resposta sobre o assunto. O espaço continua aberto, caso a gestão queira se manifestar.
MPTO requer explicações
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) requisitou nessa quarta-feira, 10, informações à Ordem dos Ministros Evangélicos de Palmas (OMEP/TO) e a Prefeitura de Palmas a respeito do evento. A promotora de Justiça da área da Saúde, Araína Cesárea D’Alessandro, reforçou que ainda estavam em vigor os decretos estadual e municipal que impediam a realização de atividades religiosas presenciais, devido, sobretudo, ao distanciamento social ampliado recomendado para o Estado do Tocantins, por causa da pandemia do coronavírus.
A OMEP/TO tem até 24 horas para responder o ofício expedido pelo MPTO.
No entanto, o decreto de Palmas foi
revisto ontem, pela prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB), que editou novas medidas e
autorizou a reabertura das igrejas para cultos e missas presencias, com a lotação
máxima de até 30% da capacidade de cada templo/igreja. A nova medida da gestora
veio após forte pressão e até demandas judiciais da classe evangélica para que
os templos voltassem a funcionar presencialmente.
No início de maio, o Gabinete Permanente Interinstitucional (GPI) emitiu uma
recomendação orientando que as entidades religiosas cumprissem os decretos de
enfrentamento da covid-19 e substituíssem as atividades presenciais por meio
alternativos. “Todas as entidades religiosas têm a opção de utilizar a
tecnologia e outros meios para substituir as atividades presenciais enquanto
perdurar a pandemia do novo coronavírus ou não houver alteração dos decretos
municipais”, destacou.



