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Sem acordo, sindicatos mantém paralisação parcial ao Plansaúde

Da Redação do CP Notícias

A direção do Plansaúde passou esta segunda-feira, 21, em reunião com os dirigentes do Sindicato dos Hospitais e Estabelecimentos de Serviços da Saúde do Tocantins (Sindessto) e do Sindicato dos Médicos no Estado do Tocantins (Simed-TO) tentando evitar a paralisação dos atendimentos aos usuários do plano de saúde, marcada para iniciar nesta terça-feira, 22. O anúncio de que os serviços ao Plansaúde seriam interrompidos ocorreu na semana passada, ocasião em que o Sindicato dos Servidores Públicos Estaduais (SISEPE-TO), procurou por mais de uma vez, o governo do Estado para que adotasse as medidas para evitar a suspensão, porém, somente às vésperas da paralisação, a gestão chamou os profissionais para dialogar, o que na avaliação do Sindicato foi uma medida tardia.

O SISEPE-TO avalia que a gestão estadual não considerou os impactos negativos e perversos na vida dos servidores públicos por causa da paralisação dos atendimentos ao Plansaúde. De acordo com  o SISEPE, trata-se de consultas e exames agendados, cirurgias e tratamentos em andamento, além das emergências que surgirão, e esses usurários do plano de saúde não poderão recorrer à rede privada de saúde. São mais de 80 mil vidas que dependem do  funcionamento do Plansaúde, os servidores públicos e os seus familiares.

O SISEPE lembra que os servidores prejudicados com a gestão irregular do Plansaúde, pagam sua parte do plano todo mês, descontados dos seus salários, porém o Sindessto e Simed-TO apontam atrasos de mais de oito meses nos repasses aos profissionais e estabelecimentos de saúde.

Mais prazo

No início da noite desta segunda-feira, o diretor do Plansaúde, Ineijaim Siqueira, recebeu a Diretoria do SISEPE-TO e afirmou que: “acatamos os pleitos feitos e pedimos prazos para responder, não há motivos para a paralisação, pois o diálogo está aberto e adotaremos as medidas para atender as demandas”. Porém, o Simed-TO informou ao SISEPE-TO que a paralisação está mantida. Já o Sindessto respondeu que está em negociação com o Plansaúde e a paralisação foi suspensa. O SISEPE-TO destaca que nessa segunda-feira os usuários do Plansaúde já tiveram transtornos, pois muitos atendimentos e consultas foram negadas, apesar da paralisação iniciar nesta terça-feira.

O SISEPE-TO destaca que a situação poderia ter sido evitada e os servidores públicos não estariam passando por mais esse transtorno e riscos para sua saúde e dos seus familiares. “A gestão estadual não tem sido responsável e eficiente em relação ao Plansaúde, diversos problemas, como a falta de designação do Conselho Fiscal, cumprimento de prazos para liberação de atendimentos e até garantia de todos os serviços contratos da Infoway, conforme estabelecido no contrato, sem falar nos atrasos dos pagamentos. São diversas irregularidades ao longo dos meses que culminaram em um gravíssimo problema, a paralisação do atendimento”, avalia o presidente do SISEPE-TO, Cleiton Pinheiro. (Com informações da Ascom do SISEPE-TO).

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