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Justiça manda União fornecer água potável em aldeia do TO

Da Redação do CP Notícias

Uma Ação Civil Pública (ACP), fruto de atuação conjunta da Defensoria Pública do Estado do Tocantins (DPE-TO) e da Defensoria Pública da União (DPU), em face da União, obteve decisão favorável da Justiça Federal para determinar o fornecimento de água tratada e potável para a comunidade indígena da etnia Krahô, aldeia Takaywrá.

A Decisão da 1ª Vara Federal Cível da Seção Judiciária do Tocantins foi proferida na quarta-feira, dia 22, e estipula ainda o prazo de 30 dias para providências, sob pena do pagamento de multa fixada em R$1.000,00 por dia de descumprimento, limitada ao valor total de R$ 500 mil. A ACP com pedido de antecipação de tutela é assinada pelo coordenador do Núcleo da Defensoria Pública Agrária (DPAGRA), defensor público Magnus Kelly Lourenço de Medeiros, e pela defensora pública federal Viviane Medeiros Nardi.

Conforme a Ação, a aldeia está localizada, provisoriamente, em uma área muito reduzida, de um lote cedido no Projeto de Assentamento São Judas, localizado no Município de Lagoa da Confusão, a 199 km de Palmas, sem acesso à água potável, necessária ao consumo e subsistência, impossibilitando, assim os indígenas de plantar e criar animais. A Ação mostra, ainda, estar havendo o consumo de água com elevados índices de ferro, coliformes e outras bactérias, conforme relatório produzido pelo próprio Distrito Sanitário Especial Indígena do Ministério da Saúde no Tocantins (DSEI/TO).

Segundo o coordenador do DPagra, a comunidade da etnia Krahô, aldeia Takaywrá, vive em situação de verdadeira precariedade e violação de direitos. “A aldeia está localizada em uma área muito escassa, sem água potável. A comunidade não consegue plantar ou criar animais, além do que, periodicamente, as famílias que compõem o grupo sofrem com os fortes alagamentos que assolam o local onde se encontram estabelecidos”, comenta o defensor público Magnus Kelly, acrescentando, ainda, que a qualidade insatisfatória da água consumida na aldeia revela potencial risco à saúde e à vida dos indígenas.

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