Cidades

Justiça manda soltar vice acusado de encomedar morte do prefeito

Por Dermival Pereira


Vice-prefeito Letim Leitão e o atual prefeito Elson Lino de Aguiar

O vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (O Letim Leitão), do PRB, acusado de mandar matar, no início deste ano, o prefeito do município, Elson Lino de Aguiar Filho (MDB), o empresário Paulo Henrique Souza Costa, acusado de contratar o autor dos disparos e Kelly Fernanda Carvalho da Silva, acusada de intermediar o crime, tiveram suas prisões revogadas nesta terça-feira, 17, pelo Juiz em substituição, José Ribamar Mendes Júnior. O mérito da ação, no entanto, ainda será julgado.

Os acusados devem deixar a prisão ainda na tarde desta terça-feira, assim que a ordem de liberdade for expedida pela Comarca de Novo Acordo, onde o processo tramita.

O magistrado, no entanto, negou a liberdade provisória ao acusado de efetuar os disparos contra o prefeito, Gustavo Araújo da Silva. Todos foram presos logo após o fato e indiciados pelo crime de homicídio duplamente qualificado na forma tentada, pela Polícia Civil que investigou o caso.

Na decisão, o magistrado argumenta que “os réus sob análise possuem condições pessoais favoráveis (residência fixa, bons antecedentes e vida pregressa voltada ao emprego lícito)”, diz o juz, que continua, “assim, sem prejuízo da análise do mérito, considero que realidade hodierna permite a concessão da liberdade, diante do término da instrução e da possibilidade de resguardo à vítima, razão pela qual compreendo que os acusados, nesta fase, não representam eminente risco social”.

“Com relação ao réu Gustavo Araújo da Silva, tem-se que este foi preso em flagrante, ao perpetrar a conduta amplamente descrita na presente decisão, causando gravíssimo dano a integridade física da vítima que sobreviveu por razões alheias a vontade do agente”, argumenta o juiz ao negar a liberdade do acusado.


Entenda

O crime ocorreu em 9 de janeiro deste ano, na residência da vítima, localizada no Centro da cidade de Novo Acordo, a 110 km de Palmas. Na data dos fatos, por volta das 15 horas, o executor chegou à residência do prefeito, passando-se por um conhecido e aproveitou que uma das portas da casa estava aberta para adentrar ao imóvel, dirigir-se até o interior da casa do gestor municipal e efetuar três disparos de arma de fogo, a queima-roupa. Um dos disparos atingiu o rosto do gestor que perdeu a visão de um dos olhos.

A Polícia Civil por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Núcleo de Porto Nacional, foi responsável pelas investigações do caso e ouviu mais de 18 pessoas, incluindo o próprio prefeito.

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