Cidades

Ministério Público ouve testemunhas em investigação dos sete assassinatos ocorridos em Miracema do Tocantins

Da Redação do CP Notícias

O Ministério Público do Tocantins (MPTO), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), com a participação de delegados que atuam no caso, colheu, nesta sexta-feira, 11, na sua sede, o depoimento de testemunhas dos recentes homicídios ocorridos na cidade de Miracema do Tocantins. No dia 4 deste mês, sete pessoas foram mortas em Miracema, duas, inclusive, dentro de uma delegacia, após prestarem depoimento. Antes destas mortes, um sargento da PM foi morto com um tiro nas costas.

O Sargento da Polícia Militar Anamon Rodrigues de Sousa morreu após ser atingido com um tiro nas costas – Foto/Divulgação

Entenda

A cidade de Miracema do Tocatins viveu uma noite de terror no último dia 4 deste mês, com sete pessoas mortas a tiros, entre elas, um Sargento da Polícia Militar, que foi atingido nas costas, não resistiu aos ferimentos e morreu. O militar que era do serviço de inteligência da Corporação, teria sido assassinado, segundo nota do Governo, enquanto fazia um levantamento em um bairro da cidade para subsidiar uma operação da Polícia que seria realizada no dia posterior as mortes.

Após a morte do PM, o suspeito de cometer o crime foi localizado e morto detro de Casa, a PM nega, mas familiares dele contam que ele foi morto por políicias quando já estava algemado. O Pai dele e o irmão foram levados para uma delegacia da Policia Civil para prestarem depoimentos, mas um grupo de cerca de 15 homens armados e encapuzados invariam o local, renderam os agentes e executaram as vítimas logo após o depoimento.

Além do Sargento e desses três, outros três assassinatos foram registradas na cidade, todos na mesma noite. Por volta das 10 horas de sábado, 5, três corpos foram encontrados no Loteamento Jardim Buriti, pela Polícia. Não há, até o momento, pessoas presas por causas dessas mortes e as investigações seguem a cargo da Polícia Civil e do Ministério Público.

Pai e irmão do suspeito não tinha passagem pela Polícia

O depoimento do pai do acusado revela uma rotina de ameaças em família por parte do filho. Em um trecho da fala, seu Manoel Soares da Silva, chega a dizer ao delegado que, que tinha medo do filho e afirma que assumiu aos policiais militares, ser o dono de uma arma encontrada em sua casa porque acreditava que seria agredido por Valbiano se dissesse que a arma era dele. Ele também revelou ao delegado que sempre trabalhou, nunca teve passagem pela polícia e que era cristão evangélico.

Já o irmão de Valbiano, Edson Marinho, que também aparece no vídeo prestando depoimento, negou ter qualquer participação no crime que vitimou o policial militar. Conforme afimou a polícia, ele trabalhava em frigorífico há anos e não tinha qualquer envolvimento com o crime. No final, o depoente pede ao delegado para ficar na delegacia até o dia amanhancer. Vejá os vídeos dos depoimentos.

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