Da Redação do CP Notícias

Peritos do Instituto de Criminalística do Tocantins exumaram, na manhã desta sexta-feira, 18, o corpo de Valbiano Marinho da Silva, morto em uma sequência de assassinatos na cidade de Miracema do Tocantins há duas semanas, após a morte de um Sargento da Polícia Militar.
Um projétil foi retirado do cadáver após um pedido da Polícia Civil, que conduz a investigação sobre as mortes que chocaram a cidade.
O delegado Afonso José afirmou ao G1, o portal de notícias da Globo, que a extração da bala que ficou alojada na coluna do homem é imprescindível para as investigações dos fatos. A medida poderá, segundo o delegado, ajudar a confirmar se todas as mortes têm ligação, já que será possível comparar os projéteis encontrados nas outras vítimas.

A polícia informou que no dia do crime Valbiano foi atingido por vários tiros de calibre diferentes. Um dos projéteis estava alojado em uma das vértebras da coluna dele, em um local de difícil acesso, e acabou não sendo retirado no momento da necrópsia.
Na noite dos crimes, além do Sargento e Valbiano, outras cinco pessoas foram assassinadas a tiros, sendo que o pai e o irmao dele foram mortos dentro de uma delegacia da Polícia Civil. Eles havia acabado de prestar depoimento quando foram supreendidas por cerca de 15 homens encapuzados e armados que redenram os agentes e mataram as vítimas.
Das pessoas vítimas da chacina, apenas Valbiano tinha passagem pela polícia. As famílias querem esclarecimentos e pedem que seja feita justiça.

O depoimento do pai do acusado revelou uma rotina de ameaças em família por parte do filho. Em um trecho da fala, seu Manoel Soares da Silva, chega a dizer ao delegado que, que tinha medo do filho e afirma que assumiu aos policiais militares, ser o dono de uma arma encontrada em sua casa porque acreditava que seria agredido por Valbiano se dissesse que a arma era dele. Ele também revelou ao delegado que sempre trabalhou, nunca teve passagem pela polícia e que era cristão evangélico.
Já o irmão de Valbiano, Edson Marinho, que também aparece no vídeo prestando depoimento, negou ter qualquer participação no crime que vitimou o policial militar. Conforme afimou a polícia, ele trabalhava em frigorífico há anos e não tinha qualquer envolvimento com o crime. No final, o depoente pede ao delegado para ficar na delegacia até o dia amanhancer. Vejá os vídeos dos depoimentos.



