Da Redação do CP Notícias

Um dos pontos que chama atenção na decisão do ministro Geraldo Og Nicéas Marques Fernandes, Superior Tribunal de Justiça (STJ), que mandou afastar desembargadores e juízes e prendeu o diretor judiciário do Tribunal de Justiça da Bahia é a informação de que ao menos 114 contatos telefônicos, foram feitos, entre a desembargadora Graça Osório Pimentel Leal, segunda Vice-presidente do TJBA, com um homem chamado Roberto Tadeu Hosório Pimentel Leal, conforme consta no inquérito que deu origem à Operação Faroeste. Leal foi preso posteriormente por tráfico de drogas e assaltos a carros-fortes.
A desembargadora também teria movimentado R$ 13,3 milhões durante o período investigado, dos quais apenas R$ 1,9 milhão teriam origem em remuneração do cargo público.
De acordo com os investigadores, a magistrada tem 57 contas bancárias. A informação consta do Relatório de Análise Preliminar de Movimentação Bancária 001, encartado nos autos da Operação Faroeste, deflagrada nessa terça, 19, pela Polícia Federal.
Por ordem do Superior Tribunal de Justiça, Maria da Graça foi afastada das funções por 90 dias. Ela está sob suspeita de integrar uma organização criminosa dentro da Corte estadual que vendia sentenças judiciais em processos de grilagem de terras na região oeste da Bahia.




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