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PF prende agentes da Polícia Civil acusados de integrar grupo de ‘extermínio’ responsável por vinte assassinatos no Tocantins

Da Redação do CP Notícias

Viatura da PF em frente a sede da Denarc em Palmas durante operação — Foto: PF/Divulgação

Uma matéria divulgada pelo G1 Tocantins informa que nesta quarta-feira, 22, a Polícia Federal (PF) deu cumprimento a mandados de prisão contra cinco agentes da Polícia Civil que tiveram as prisões preventivas decretadas pelo colegiado de juízes do Tribunal de Justiça do Tocantins. Eles são investigados por supostamente integrarem um grupo de extermínio dentro da Divisão Especializada de Repressão a Narcóticos de Palmas (Denarc). A nossa reportagem tenta levantar mais informações sobre a operação.

Um dos episódios investigados aconteceu no dia 27 de março de 2020, quando cinco pessoas foram mortas com indícios de execução nos bairros União Sul e Jardim Aureny I, na região sul de Palmas.

A publicação afirma que a investigação apontou que o grupo foi responsável por até duas dezenas de assassinatos praticados entre 2019 e 2020 no estado do Tocantins. A PF concluiu que a Denarc estava usando o aparato estatal para grampos ilegais, plantar drogas falsas, servir o governo e fazer limpeza social com um “código penal próprio”. A Polícia Federal chegou a pedir a prisão temporária de dois delegados, mas os pedidos foram negados.

Tiveram a prisão preventiva decretada:

  • Antônio Martins Pereira Júnior
  • Carlos Augusto Pereira Alves
  • Antônio Mendes Dias
  • Callebe Pereira da Silva
  • Giomari dos Santos Júnior

A decisão em que o G1 teve acesso determinou que após a prisão os agentes sejam levados para a Unidade Prisional de Segurança Máxima de Cariri do Tocantins, localizada no sul do estado, e sejam colocados em celas separadas e individuais.

PF cumpriu mandados na sede da Delegacia de Narcóticos de Palmas — Foto: Reprodução

O advogado que representa os investigados, Antônio Ianowich, afirmou que todos os agentes investigados estão se apresentando espontaneamente para dar cumprimento aos mandados de prisão. “Nós não vamos comentar ainda o teor das acusações, primeiro porque não tivemos acesso aos altos. Vamos primeiro analisar do que eles estão sendo acusados, mas deixando claro que nenhum deles está se negando ou fugindo da atuação da Justiça. Todos cumprirão as decisões judiciais. Após termos acesso aos autos, respeitando o sigilo, a defesa vai se manifestar sobre o assunto”, afirmou o advogado.

Equipes da Corregedoria da Polícia Civil acompanharam toda a operação da Polícia Federal contra os agentes. A operação recebeu o nome de ‘Caninana’ em referência a um tipo de serpente encontrada na fauna brasileira, que se alimenta de animais menores da mesma espécie.

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