
Por Dermival Pereira
A Polícia Civil por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Núcleo de Porto Nacional, responsável pelas investigações da tentativa de homicídio contra o prefeito de Novo Acordo, Elson Lino de Aguiar (o Dotozinho), do MDB, cumpriu nos últimos dias, mandados de busca e apreensão de documentos naquele município e também na Capital. As informações sobre as diligencias são da Secretaria de Estado da Segurança Pública (SSP), que confirmou o cumprimento dos mandados.
A Pasta não informou se as buscas e apreensões foram realizadas em órgãos públicos ou em residências, mas disse que além disso, novas oitivas de testemunhas serão efetivadas no decorrer desta semana, buscando o esclarecimento das circunstâncias do crime. Na semana passada, o delegado responsável pelo caso, Diogo Fonseca disse ao Portal CP, que além das 18 pessoas já ouvidas no inquérito, mais testemunhas haviam sido interrogadas sobre o caso, mas não revelou quantas e nem em que circunstâncias.
O atentado contra o prefeito ocorreu na residência do gestor no próprio município, no dia 9 de janeiro, quando ele foi atingido por três tiros disparados por um motoqueiro, que já teria chegado atirando. Um dos disparos atingiu o rosto de Aguiar, que foi socorrido e levado para o Hospital Geral de Palmas (HGP), onde passou por cirurgia e recebeu alta no dia 15 do mesmo mês, mas segundo informações, perdeu a visão do olho direito. Ele já retornou à Novo Acordo onde segue se recuperando dos ferimentos.
O vice de Lino, Leto Moura Leitão Filho (o Letim Leitão), do PR, apontado pela Polícia Civil como principal suspeito de ser o mandante do crime, o empresário Paulo Henrique Sousa, que seria o mediador e Gustavo Araújo da Silva, acusado de ser o autor dos tiros, estão presos preventivamente na Casa de Prisão Provisória de Palmas (CPP). Todos foram presos no dia 10 de janeiro, um dia após o atentado. Conforme a polícia, um dos motivos que teria levado Leitão a encomendar o assassinato do gestor, seria a não divisão de uma propina de desvio de verba no valor de R$ 800 mil por parte do prefeito.
A polícia não especificou, até o momento, de qual convênio e nem fonte de receita do município teria ocorrido os desvios dos recursos que deram origem a suposta propina. Já a defesa do prefeito nega que haja qualquer esquema de desvio de verbas no município por parte da atual gestão.



