Da Redação do CP Notícias

A Polícia Civil do Tocantins deflagrou na manhã desta quinta-feira, 8, em Porto Nacional, a 60 quilômetros de Palmas, a Operação Alínea 11, que investiga a prática de associação criminosa, estelionato e receptação qualificada na região. As informações são da Secretaria de Estado da Segurança Pública do Tocantins.
Conforme a Pasta, estão sendo cumpridos mandados de prisão temporária, preventiva e de busca e apreensão. A suspeita é que um grupo criminoso teria aberto uma empresa de fachada com o objetivo de adquirir produtos mediante emissão de cheques sem fundos, sendo revendidos no comércio local. A Operação está sendo conduzida pela 3ª Delegacia Regional de Polícia Civil (Porto Nacional).
Operação
A Operação ganhou o nome de Alínea 11 em alusão aos procedimentos comumente realizados por estabelecimentos bancários onde, na compensação de cheques, identifica-se que a conta em questão possui insuficiência de fundos monetários para pagamento.
Foram presos nesta quinta-feira, 08, quatro pessoas, sendo três homens e uma mulher. Um deles inclusive já cumpre pena por homicídio na Casa de Prisão Provisória de Porto Nacional. As iniciais dos suspeitos são: W. J. T. S e J.C.N (presos temporariamente), M.A. L. C e H. P.N (presos preventivamente), sendo que este último já se encontra preso por outro delito.
Segundo o delegado Ricardo Real, responsável pela operação, as investigações iniciaram no início de maio, quando duas empresas procuraram a Polícia Civil informando que estariam sendo lesadas por cheques emitidos sem fundos na cidade. As vítimas seriam uma empresa de materiais de construção e uma distribuidora de bebidas em grande escala. “Houve um desfalque significativo para estas empresas. Concluímos que a organização criminosa atuava no mercado na compra de mercadoria, materiais de construção e fornecimento de bebidas”, afirmou.
O delegado ressaltou ainda que uma empresa de fachada na modalidade microempreendedor individual chegou a ser montada, contando inclusive com uma estrutura física alugada para o recebimento dos materiais adquiridos mediante a emissão dos cheques sem fundos. “O produto do crime era oriundo desta organização, que alugou um imóvel, onde, em tese funcionaria a empresa de fachada. O local era usado apenas para o recebimento das mercadorias. Tão logo eram recebidas, elas eram encaminhadas aos receptadores”, ressaltou.
Ainda de acordo com o delegado, existe a possibilidade de que uma rede de receptadores atue conjuntamente com a associação criminosa. “Essas mercadorias eram rapidamente retiradas para o destinatário final, que seria o receptador, e que posteriormente comercializavam aqueles produtos”, afirmou.
Com o seguimento das investigações, outras pessoas também poderão ser indiciadas por participação no esquema criminoso. Até o momento não há informações de que o grupo tenha efetuado compras em outros municípios vizinhos a Porto Nacional. Suspeitos foram encaminhados para a Casa de Prisão Provisória de Porto Nacional e para a unidade prisional feminina de Palmas. (Com informações da Ascom da SSP-TO).
Matéria atualizada às 15h49



