
Com atrasos sistemáticos desde 2014, o governo do Estado já firmou oito parcelamentos com o Igeprev, referente ao não repasse de R$ 702,3 milhões de contribuição patronal, um total de 480 parcelas, onde 296 foram pagas. Faltando ainda 184 parcelas, o governo do Estado já pagou R$ 119,8 milhões de juros e R$ 14,6 milhões de multas.
Custo mensal
Os oito parcelamentos do governo com o Igeprev tem um custo médio por mês de R$ 20,5 milhões. Valor que crescerá, pois conforme os relatórios de irregularidade do governo federal, o Executivo do Tocantins deixou de repassar R$ 1,089 bilhão ao Igeprev no período de setembro de 2017 a agosto de 2019, sendo R$ 1,52 bilhão de contribuição patronal e R$ 37,090 milhões de contribuição dos sevidores.
Novo parcelamento
Logo que o governador Mauro Carlesse regularizar os repasses em atraso das contribuições dos servidores, um total em atraso de R$ 39,090 milhões, deve iniciar o processo de parlamento do atraso de mais de R$ 1 bilhão da contribuição patronal, aumentando o custo mensal dos parcelamentos do Executivo ao Igeprev.
Pagando duas vezes
O atraso nos repasses das contribuições patronal e dos servidores gera um custo ainda maior aos cofres públicos do governo estadual, que paga juros e multas e logo, os servidores públicos e a população tocantinense pagam um custo ainda mais alto, como os juros e multas já pagos de R$ 134,5 milhões.
Pontes, estradas, escolas e hospitais
O governo do Tocantins há anos amarga um índice de investimento muito baixo, mas se contabilizarmos os R$ 134,5 milhões pagos em razão de atrasos nos repasses seria possível refazer a ponte de Porto Nacional, ou melhorar a pavimentação das das estradas, ou terminar as escolas inacabadas e até melhorar a infraestrutura dos hospitais.



