Ministro Carlos Fávaro – Foto: Sergio Dutti

As investigações ainda estão no início, mas sabe-se que a Polícia Federal suspeita que uma parcela dos baderneiros que invadiram e depredaram o Palácio do Planalto, o Congresso e o Supremo no último domingo foi financiada por empresários ligados ao agronegócio — um setor que apoiou abertamente a candidatura de Jair Bolsonaro nas últimas eleições. Buscar uma reaproximação dos produtores rurais com o governo e pacificar as relações, portanto, será o primeiro (e complexo) desafio da gestão de Carlos Fávaro, o novo ministro da Agricultura. As informações são de Veja que publicou entrevista com o ministro.


Em sua opinião, o extremismo entre alguns representantes da categoria é concreto, mas argumenta que tal sentimento fica restrito a uma minoria que estava gostando do “passa-boiada” dos últimos quatro anos. A outra grande missão de sua administração será resgatar a imagem do Brasil perante a comunidade internacional, uma tarefa não menos complicada.


Senador de Mato Grosso, o atual ocupante da pasta é pecuarista, ex-assentado, hoje proprietário de três fazendas que juntas somam 3 000 hectares e foi indicado ao cargo na cota do PSD. Segundo ele, o ranço do agronegócio com a administração petista se deve muito mais à desinformação difundida pelos radicais do que à realidade. Nesta entrevista a VEJA, Fávaro garante que a meta agora é buscar a sustentabilidade e que, ao contrário dos piores temores dos ruralistas, Lula não vai proibir a posse de armas no campo nem permitir invasões de terras produtivas. A seguir, os principais trechos da conversa.

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