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Procurador Deltan Dallagnol deixa a Lava Jato após 6 anos

O procurador Deltan Dallagnol, coordenador da Lava Jato em Curitiba, vai deixar o comando da força-tarefa após 6 anos. De acordo com o Ministério Público Federal, Dallagnol “está se desligando da força-tarefa para cuidar de questões de saúde em sua família”. As informações são do Portal R7.

Procurador Deltan Dallagnol deixa a Laja Jato – Foto: Agência Brasil

De acordo com a publicação, fontes ouvidas pela Record TV afirmaram, no entanto, que esta seria uma forma de resolver dois problemas.

O procurador-geral da República, Augusto Aras, teria condicionado a renovação da operação, que vence na semana que vem, à saída de Dallagnol. E com a saída, saem do foco os processos que correm contra o procurador no CNMP (Conselho Nacional do Ministério Público).

Com a saída anunciada, o procurador da República no Paraná Alessandro José Fernandes de Oliveira deve assumir as funções antes exercidas por Deltan Dallganol, informa o MPF em nota oficial.

“Deltan desempenhou com retidão, denodo, esmero e abnegação suas funções, reunindo raras qualidades técnicas e pessoais. A liderança exercida foi fundamental para todos os resultados que a operação Lava Jato alcançou, e os valores que inspirou certamente continuarão a nortear a atuação dos demais membros da força-tarefa, que prosseguem no caso”, diz a nota.

Histórico

O procurador Deltan Dallagnol tornou-se um dos nomes de destaque da força-tarefa que em pouco mais de seis anos realizou 73 operações, condenou mais de uma centena de pessoas e recuperou bilhões de reais aos cofres públicos.

Formado em direito pela Universidade Federal do Paraná, Dallagnol iniciou a carreira como procurador da República em 2003, quando passou a integrar o Ministério Público Federal. Fez mestrado na Harvard Law School.

O destaque pela liderança da operação também foi acompanhado de críticas e polêmicas. Em 2016, Dallagnol apresentou um arquivo em Power Point que apontou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como comandante do esquema de corrupção na Petrobras investigado pela Lava Jato. Um slide ligava diversos supostos crimes ao nome do ex-presidente.

O fato rendeu uma denúncia da defesa de Lula alegando desvio de função. A queixa foi arquivada pelo Conselho Nacional do Ministério Público em agosto apontando prescrição do caso. Dallagnol, porém, foi alvo de críticas de conselheiros.

A atuação do coordenador da principal operação contra corrupção no país também foi alvo de denúncias de políticos como Kátia Abreu (PDT-TO) e Renan Calheiros (MDB-AL) que pediram seu afastamento. (Fonte: R7).

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