Cidades

Vice-prefeito de Novo Acordo deixa CPP para cumprir prisão domiciliar

Por Dermival Pereira

Em faixa, vice-prefeito alega inocência

O vice-prefeito de Novo Acordo, Leto Moura Leitão Filho (O Letim Leitão), do PRB deixou a Casa de Prisão Provisória de Palmas na tarde desta segunda-feira, 23, onde estava preso desde janeiro deste ano para cumprir prisão domiciliar. Ele é acusado de ser o mandante do atentado contra o prefeito do município, Elson Lino de Aguiar Filho, do MDB.  A decisão é da juíza da Comarca do município, Aline Marinho Bailão Iglesias.

A decisão também contempla o empresário Paulo Henrique Souza Costa e Kelly Fernanda Carvalho da Silva, acusados de intermediarem o crime. Na semana passada, eles haviam ganhado o direito de deixarem a prisão com o uso de tornozeleira, mas a Secretaria da Cidadania e Justiça está sem fornecedor o equipamento, o que impossibilitou os três de deixarem a prisão antes de uma nova decisão.

De acordo com a sentença em que a reportagem teve acesso, em virtude do não fornecimento do equipamento pelo Estado, a defesa pediu a liberdade direta dos presos, mas a magistrada avaliou que a decisão mais “sensata” é substituir o uso de tornozeleira pela prisão domiciliar até que o Estado volte a fornecer o equipamento.

Na mesma decisão, a Juíza determinou à polícia militar que faça visitas inesperadas às residências dos réus para conferir se estão cumprindo a decisão.

Entenda

O crime ocorreu em 9 de janeiro deste ano, na residência da vítima, localizada no Centro da cidade de Novo Acordo, a 110 km de Palmas. Na data dos fatos, por volta das 15 horas, o executor chegou à residência do prefeito, passando-se por um conhecido e aproveitou que uma das portas da casa estava aberta para adentrar ao imóvel, dirigir-se até o interior da casa do gestor municipal e efetuar três disparos de arma de fogo, a queima-roupa. Um dos disparos atingiu o rosto do gestor que perdeu a visão de um dos olhos.

A Polícia Civil por meio da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (DEIC), Núcleo de Porto Nacional, foi responsável pelas investigações do caso e ouviu mais de 18 pessoas, incluindo o próprio prefeito. No inquérito policial, Letim Leitão, Paulo Henrique Souza Costa e Kelly Fernanda Carvalho da Silva e Gustavo Araújo da Silva, acusado de ser o autor dos disparos, foram indiciados por homicídio duplamente qualificado na forma tentada. Gustavo Araújo da Silva continua preso.

Todos negam participação no crime. O vice-prefeito, inclusive, foi recebido na porta do presídio por amigos e familiares com faixas alegando inocência.

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