
O mercado de trabalho no Brasil será impactado pela pandemia do coronavírus (Covid-19) e o número de empresas que pretendem adotar o modelo de home office, após a crise, deve crescer cerca de 30%, segundo pesquisa realizada, no Rio de Janeiro, pela Infobase Interativa.
No Tocantins, esse tipo de trabalho já é uma tendência. Na VLI, empresa de soluções logísticas que integra portos, terminais e ferrovias, diversos processos foram ajustados, seja nas operações, para assegurar a saúde dos profissionais e parceiros ou nas demais atividades.
Na área administrativa, desde março, a empresa de logística responsável por dois terminais multimodais no Estado (Porto Nacional e Palmeirante) e pela circulação de trens entre o Tocantins e o Maranhão adotou o home office. Quase 30 empregados têm realizado suas atividades dessa forma. Para isso, a VLI disponibilizou equipamentos e plataformas para reuniões e conferências.
“Quem trabalha como home office, por ficar muito tempo sentado e parado está mais propício a desenvolver problemas circulatórios. Caminhar de tempos em tempos é recomendável. Além disso, estando em um mesmo lugar, a pessoa deve procurar mexer os pés, como se estivesse acionando o pedal de uma máquina de costura, essa é uma maneira simples de estimular a circulação”, orienta o cirurgião vascular do Instituto da Circulação e Laser (ICL), Sílvio Alves da Silva.
O especialista explica, ainda, o que acontece com os vasos sanguíneos quando ficamos muito tempo sentados. “Esse quadro favorece a formação de trombos (coágulos˜ sanguíneos), principalmente, nas veias das pernas que é a chamada Trombose Venosa Profunda, que se não diagnostica e tratada, pode levar ao óbito por embolia pulmonar. É importante ficar atentos com sintomas e sinais como dor na perna e procurar um médico”, explica o cirurgião.
Adoção do home office
A pesquisa divulgada pela consultoria Cushman & Wakefield foi realizada no mês de abril, por e-mail, por centenas de lideranças de diferentes setores, como bens de consumo, tecnologia e saúde apontou que cerca de um quarto (25,4%) classificou como totalmente positiva a experiência do home office, enquanto 59% afirmaram que existem mais pontos positivos do que negativos. Somente 2,5% dos entrevistados afirmaram que é totalmente negativo, enquanto 13,1% declararam que há mais pontos negativos do que positivos.
O número de empresas que pretende adotar, manter ou ampliar políticas para home office como algo definitivo é amplamente superior. Somadas as empresas que já adotavam o modelo totalmente (4,9%) com aquelas que adotavam parcialmente (28,7%) e também com as que não adotavam, mas passaram a usar o modelo durante a quarentena (40,2%). (Fonte: Ascom da Precisa).



