Cidades

Servidores de Palmas decidem em assembleia entrar em estado de greve a partir desta sexta

Por Dermival Pereira

Em assembleia geral realizada na noite dessa quinta-feira, 14, pelo Sindicato dos Servidores Municipais de Palmas (Sisemp), ficou decidido por unamidade, que a classe trabalhadora entra em estado de greve a partir desta sexta-feira, 15.  Também foi convocado nova assembleia para o mês de março, quando será discutido a possibilidade de uma greve geral dos servidores municipais.

O Sisemp reivindica o pagamento das progressões horizontais pedentes desde 2015,  quando o benefício foi pago pela última vez, o que segundo a entidade, vem acumulado diversos prejuízos financeiros  aos trabalhadores. Outra reclamação da classe é a falta de diálogo com a gestão municipal que nunca teria recebido os representantes para falar sobre o assuto. Sem receber as progressões horizontais e verticais, os servidores municipais de Palmas alegam estarem acumulado prejuízos financeiros desde 2015, último ano em que o benefício foi pago. Segundo alega o  Sisemp, Sindicato dos Servidores Municipais de Palmas, até o momento, a prefeitura não apresentou um cronograma para pagamento ou se dispôs a negociar com os representantes classistas.

Em relato ao Portal CP na manhã desta sexta-feira, o presidente do Sisemp, Heguel Belmiro Souto de Albuquer disse que “esse é um aviso dos servidores à gestão, que será notificada da decisção ainda hoje, no dia 11 de março teremos outra assembleia para discutir que decisão tomar, caso a gestão não corresponda com o pagamento dos nossos direitos. Também faremos um grande protesto em frente a prefeitura”, afirma o presidente, sem descartar a possibilidade de uma greve geral.

O Sindicato reclama que, mesmo com nove meses à frente da gestão municipal, a prefeita Cinthia Ribeiro (PSDB), ainda não recebeu os representantes classistas, mostrando indiferença em relação às demandas dos servidores municipais. Enquanto isso os servidores acumulam perdas e depreciação do seu poder de compra e da qualidade de vida.

Conforme Albuquerque, uma reunião com o secretário de Planejamento e Desenvolvimento Humano, Thiago de Paula, chegou a ser agendada para a quarta-feira da semana passada, mas foi suspensa por falta de um cronograma de pagamento destes direitos pendentes, por parte da gestão.

Ainda sobre as medidas que o sindicato pretende adotar para garantir os direitos dos servidores, o presidente lembra que “já temos ação judicial impetrada desde 2017, ainda na gestão Amastha. Mas, também poderemos entrar com outra por ato de improbidade administrativa por parte da atual prefeita”, ressalta.

Além das progressões horizontais e verticais, há ainda o não pagamento de titularidades e escolaridade, resultantes do investimento do servidor em qualificação e melhoria do seu trabalho.

Prefeitura

Na semana passada, a prefeitura disse em Nota, que “por meio da Secretaria de Planejamento e Desenvolvimento Humano, está elaborando um cronograma de pagamento das progressões de todas as classes de servidores públicos municipais que deve ser apresentado em até 30 dias”.

Segundo a nota, “por se tratar de um estudo que enquadra todas as categorias, demanda maior tempo e responsabilidade para que o orçamento a folha de pagamento municipal não sejam comprometidos”.

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