Da Redação do CP Notícias
A delegada do Sindicato dos Profissionais em Educação Física do Tocantins (Sinpef- TO), Katiane Brinkmann, percorreu vários municípios da Regional de Guaraí visitando órgãos públicos e privados, onde tem várias denúncias quanto ao exercício ilegal da profissão. Conforme o Sinpef, os rofissionais da região dizem fazer recorrentes denúncias ao Conselho Regional de Educação Física – CREF14, mas não há fiscalização do órgão na região.

De acordo com o Sindicato, o objetivo das visitas do Sindicato é tentar suprir a ausência e levar ao conhecimento das autoridades a omissão do órgão fiscalizador. Além de Guaraí, Pequizeiro, Itaporã do Tocantins, Colméia, Academias, e duas Promotorias de Justiça foram visitadas pela delegada sindical.
Foi requisitado pelo sindicato um relatório de denúncias e desdobramentos das mesmas. Com a ausência do Conselho as denúncias estariam sendo encaminhadas ao Ministério Público também.
Guaraí
Em Guaraí, segundo alega o Sinpef, “leigos e estagiários atuam livremente com treinamento personalizado, zumba e venda de treinamento pela Internet, algumas academias não registradas no conselho e não há responsáveis técnicos”, aponta o sindicato.
Em Itaporã do Tocantins, foi verificada uma academia sem registro no conselho e sem profissional habilitado. E na praça pública de Colmeia acontecem aulas de Zumba, dadas por uma pessoa apontada como leiga pela fiscalização. Já em Pequizeiro, a fiscalização identificou uma Academia em um domicílio, sem registro da empresa e sem profissional formado na área.
Sem citar o nome e nem o município, o Sinpef disse que um secretário de administração de um dos municípios visitados alegou que estas denunciam decorrem pela aproximação do período eleitoral.
A delegada Sindical rebate e alerta “que é ilegal contratar leigos e a comunidade está no seu direito de querer um profissional habilitado e registrado e que todo cidadão deveria ser um fiscal da Lei. E que a lei é para todos independente de ano político ou não, orientamos a busca de um profissional graduado em Educação Física e registrado no Conselho, só assim poderá receber um serviço de qualidade e de garantia de qualidade de vida e saúde”, diz.
O Ministério
Público Federal também será informado sobre falta de fiscalização do Conselho
na região, segundo informou o Sinpef.
O Outro lado
A reportagem não conseguiu contato com o Conselho Regional de Educação Física
para que a entidade se posicione sobre o assunto. O espaço continua aberto. (Com informações da Ascom do Sinpef).



