Política

SISEPE repudia ato de seguranças contra jornalista; AL promete providências

Da Redação do CP Notícias

O Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (SISEPE-TO) divulgou nota a imprensa no início da tarde desta quinta-feira, 10, em que repudia a “atitude truculenta” dos seguranças da Assembleia Legislativa contra a jornalista Aline Sêne, que acompanhava a sessão de votação da Data-base, nessa quarta-feira, 9.

Colaboradora do SISEPE-TO, Aline fazia a transmissão dos discursos e das decisões por meio de uma lista de transmissão aos principais veículos de comunicação do Estado quando um dos seguranças da Casa Legislativa tomou seu crachá de acesso ao local, dado pela própria assessoria da Assembleia.

Na nota, o SISEPE diz que, “o ato contra a jornalista, no exercício da sua profissão, não pode ser tolerado ou justificado em nenhum local, muito menos no Parlamento”, pontua.

AL se posiciona

Também em Nota, a Diretoria de Comunicação da Assembleia Legislativa (Dicom) , disse que “não há nenhuma orientação, à segurança, para esse tipo de abordagem em relação aos profissionais de comunicação, fundamentais ao trabalho dos deputados, à sociedade e à democracia. 

Conforme a nota, por determinação do presidente da Casa, Antonio Andrade, a Dicom se reunirá ainda nesta quinta-feira, 10, com os responsáveis pela segurança com o objetivo de orientá-los sobre o acesso dos profissionais de comunicação às dependências do Legislativo estadual.

Confira a íntegra das Notas do SISEPE e da AL

“O Sindicato dos Servidores Públicos no Estado do Tocantins (SISEPE-TO) repudia as atitudes dos seguranças da Assembleia Legislativa que tomaram o crachá da jornalista Aline Sêne, que acompanhava a sessão de votação da Data-base nessa quarta-feira, 9 de outubro. Colaboradora do SISEPE-TO, Aline fazia a transmissão dos discursos e das decisões por meio de uma lista de transmissão aos principais veículos de comunicação do Estado. O ato contra a jornalista, no exercício da sua profissão, não pode ser tolerado ou justificado em nenhum local, muito menos no Parlamento.

O SISEPE-TO vê os atos truculentos, pois além do constrangimento de tomar o crachá da jornalista, três seguranças a abordaram na saída da Assembleia Legislativa, inclusive chamando apoio da Polícia Militar, cobrando que ela entregasse o novo crachá recebido, como uma tentativa de coagir a profissional. O Sindicato alerta que o segurança ao tomar o crachá da jornalista viu outras pessoas ao seu lado com crachás, homens, mas nada foi dito a eles. Parece que a ação truculenta também teve um caráter machista.

A nossa colaboradora estava atuando pelo SISEPE-TO e não toleraremos que ela seja constrangida na Assembleia Legislativa, esses atos também foram contra o Sindicato. Esperamos que esses trágicos episódios sejam únicos e que não ocorram mais com nenhum profissional e que a política de segurança da Casa de Leis seja revista.

O SISEPE-TO acredita e luta pelo fortalecimento da democracia e segurança a todos os profissionais no exercício de suas atividades”.

Nota da Assembleia

Em relação à abordagem de seguranças da Assembleia Legislativa à jornalista Aline Sêne, assessora de imprensa do Sisepe, na noite desta quarta-feira, 9, a direção da Casa vem a público esclarecer os seguintes pontos:

O uso de crachás, produzidos pela Assembleia, visa a reduzir o número de pessoas alheias à profissão (repórteres e assessores) na sala de imprensa. Aliás, esta era uma demanda da própria categoria, uma vez que o espaço não comporta grande número de pessoas;

O acesso aos profissionais de imprensa está garantido com o uso de identificação (crachá) da empresa para a qual escreve, seja como repórter ou assessor de imprensa;

Nesse sentido, a Assembleia informa que não há nenhuma orientação, à segurança, para esse tipo de abordagem em relação aos profissionais de comunicação, fundamentais ao trabalho dos deputados, à sociedade e à democracia;

Ao tomar conhecimento do ocorrido, essa Diretoria de Comunicação (Dicom) cedeu outro crachá, imediatamente, à jornalista, que não foi impedida de permanecer no local;

Por determinação do presidente da Casa, Antonio Andrade, a Dicom se reunirá ainda nesta quinta-feira, 10, com os responsáveis pela segurança. O objetivo é orientá-los sobre o acesso dos profissionais de comunicação às dependências do Legislativo estadual.

Assembleia Legislativa do Estado do Tocantins

Diretoria de Área de Comunicação

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