Da Redação do CP Notícias

O SISEPE-TO se manifesta contra o que chamou de “tratamento abusivo” do Plano de Saúde aos servidores públicos do Estado do Tocantins. Por uma decisão judicial, os serviços odontológicos oferecidos pelo Plano de Saúde dos Servidores Públicos do Estado do Tocantins (Servir) estão suspensos temporariamente.
De acordo com o presidente do SISEPE-TO, Cleiton Pinheiro, “esse é mais um dos problemas que os servidores públicos estaduais têm sofrido com o Plno de Saúde, (Servir), do Governo do Tocantins.
Segundo o comunicado expedido pelo Dom Orione, de Araguaína, um dos maiores hospitais e maternidades da região norte do Tocantins, o hospital deixará de atender pelo Plano de Saúde a partir do dia 20 de agosto de 2021. O descredenciamento foi comunicado oficialmente pela direção da unidade e todos os atendimentos pelo plano serão interrompidos na data citada.
Conforme as informações, o SISEPE-TO tem recebido, diariamente, inúmeras reclamações de seus sindicalizados sobre situações extremas que vêm ocorrendo em relação aos atendimentos do Servir. Entre as reclamações recebidas pela entidade sindical, apuradas e cobradas uma solução do problema ao governo do Estado está a suspensão do atendimento odontológico aos servidores, por decisão judicial.
Em nota enviada a imprensa, o Governo do Estado por meio da Secretaria da Administração afirmou que “a Diretoria do Servir, esclarece que está garantida a continuidade dos procedimentos odontológicos em andamento de modo a evitar prejuízos aos beneficiários do Servir. “Apesar da suspensão dos serviços, os beneficiários que já iniciaram algum tratamento poderão concluir seus procedimentos, sem prejuízos”, diz a nota.
Ainda segundo a nota da Secom do Tocantins. o secretário da Administração, Bruno Barreto, espera que a questão judicial seja resolvida “o mais breve possível para que o serviço possa restabelecer integralmente”.
O Governo do Estado não informou se vai ou não recorrer, já que a decisão judicial em ação movida pela empresa terceira colocada no processo licitatório é liminar e cabe recurso.
De acordo com o presidente do SISEPE-TO, Cleiton Pinheiro, uma vez que é descontado no contracheque dos servidores, religiosamente a contribuição mensal em contraprestação aos serviços médicos prestados pelo plano de saúde, o serviço deve ser oferecido regularmente”.
“Essas situações não estão passando despercebidas pelo Sindicato, continuaremos cobrando dignidade de saúde para os nossos sindicalizados que têm todo mês o valor descontado do seu salário e quando precisam usar o plano de saúde estão com dificuldades de ter uma prestação de serviço digna”, ressaltou o presidente SISEPE-TO.



